INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PARAIBANO/IHGP
Fundado em 7 de setembro de 1905
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CADEIRA Nº. 10

PATRONO: OSCAR DE CASTRO

FUNDADOR: JOSÉ PEDRO NICODEMOS

OCUPANTE: ALTIMAR DE ALENCAR PIMENTEL

 

OSCAR DE CASTRO

PATRONO

 

OSCAR de Oliveira CASTRO nasceu no dia 27 de abril de 1899 na cidade de Bananeiras, Paraíba, e faleceu em João Pessoa no dia 14 de julho de 1970. Eram seus pais Joaquim Pereira de Castro e Anália de Oliveira Castro. Casado com D. Marieta de Oliveira Castro, falecida pouco tempo após ficar viúva.

Em 1906, aos sete anos de idade, Oscar de Castro iniciou os estudos preliminares na escola do professor Manuel Irineu Costa, em Pilões dos Maia; de 1907 a 1911 freqüentou a escola do Padre Bento e em 1912 concluiu o curso primário no Instituto Bananeirense.Vindo para a capital do Estado, fez o curso secundário no Colégio Diocesano Pio X; em 1923 formou-se em Medicina pela Escola de Medicina do Rio de Janeiro. Recebeu vários convites para clinicar no Rio, porém, preferiu voltar à terra natal. Chegando aqui foi nomeado pelo Governador do Estado, Dr. Sólon de Lucena, Diretor da Assistência Municipal, cargo que exerceu durante 24 anos, paralelamente a outras funções desempenhadas com a mesma dedicação e zelo.

Oscar de Castro foi médico, professor universitário, jornalista e escritor. Entre as inúmeras funções que desempenhou destacamos: Secretário de Educação de João Pessoa; Professor do Colégio Diocesano Pio X, Colégio Nossa Senhora das Neves, Liceu Paraibano, Faculdade de Filosofia, Escola do Serviço Social, Faculdade de Medicina e Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba. Pertenceu a algumas entidades culturais, como: Conselho Estadual de Cultura, Conselho Nacional de Medicina, membro Honorário do Instituto Brasileiro de História da Medicina; Sociedade Brasileira de Pediatria, Rotary Clube de João Pessoa, Academia Carioca de Letras, Academia Paraibana de Letras, da qual foi presidente de 1946 a 1970, quando faleceu.

Recebeu os títulos e honrarias: Honra ao Mérito, da Standard do Brasil; Cidadão Pessoense, pela Câmara de Vereadores de João Pessoa; Medalha de Prata, comemorativa do Tricentenário da Restauração Pernambucana; Medalha Guararapes, de bronze, concedida pelo governo do Estado de Pernambuco.

Deixou publicado: Ensaios, 1945; Medicina na Paraíba, 1945; Vultos da Paraíba (Patronos da Academia), 1955; José Lins do Rego (Depoimento), 1962; Contribuição à História da Farmácia na Paraíba (separata de Vida e Cultura, órgão oficial da Sociedade Cultural Luso-paraibana de Estudos e Pesquisas), 1964; Exaltação aos Moços, 1965; Arruda Câmara, 1967; Crimes e Personalidades Psicopatas, 1969.  Deixou inédito: Visões de Artes na Paraíba, Gente que agente encontra e Memórias. Era colaborador dos jornais locais, escrevendo sobre os mais variados assuntos.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 15 de novembro de 1947.

 

REFEREFÊNCIAS  BIBLOGRÁFICAS:

Curriculum vitæ elaborado pelo próprio Oscar de Castro em 1970, e informações de sua filha Maria Lúcia de Castro Menezes.

 

PEDRO NICODEMOS

FUNDADOR

 

José PEDRO NICODEMOS, filho de Caetano Nicodemos e Maria Nina Ponze Nicodemos, nasceu na cidade de Ribeirão, Pernambuco, no dia 1º de agosto de 1916, e faleceu em João Pessoa a 14 de março de 2002. Fez o curso  primário na cidade natal e o secundário no Colégio Nóbrega, em Recife. Preparou-se para ingressar no curso jurídico do Ginásio Pernambucano e bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1943.

Instalou-se na Paraíba, e como advogado ocupou vários cargos de elevada importância. Foi Promotor Público nas cidades de João Pessoa, Mamanguape e Itabaiana; dedicou-se ao magistério, voltando-se para o estudo da História do Brasil, exercendo, nessa área, as mais diversas atividades tanto didática como administrativa. Entre os cargos administrativos podemos salientar: Diretor do Departamento do Serviço Público; Diretor do Serviço Central de Orçamento; Secretário de Educação e Cultura; Procurador Geral da Justiça do Estado; Diretor do Departamento Cultural da UFPB; Chefe do Departamento  de História do Instituto Central de Filosofia e Ciências Humanas da UFPB (dois mandatos); Pró-Reitor para Assuntos Estudantis da UFPB.

Como educador, exerceu as funções de: Fundador e primeiro Diretor do Instituto Moderno de Mamanguape; Professor de História do Brasil do Colégio Estadual de João Pessoa (Liceu); da Faculdade de Filosofia (Campina Grande) e do Colégio das Lourdinas (João Pessoa); Professor de Metodologia do Instituto Primário do Instituto de Educação da Paraíba (Escola de Professores); Professor de Economia Social e Direito Social da Escola de Serviço Social da UFPB; Professor substituto de Sociologia e de Sociologia Educacional do Instituto de Filosofia da UFPB; Professor participante do curso intensivo para Professores Secundários, no Centro de Ciências, Letras e Artes da UFPB; Professor Regente de Estágios para professores secundários (MEC-FAFI), UFPB.

O professor Pedro Nicodemos participou como membro do Conselho Estadual de Educação da Paraíba, do Conselho Universitário da UFPB, por três mandatos, e do Conselho Estadual de Educação da Paraíba. Esteve presente a vários congressos sobre História e Literatura, como participante ou como integrante das Comissões Organizadoras.

Na Universidade Federal da Paraíba, além de ministrar aulas no curso de Graduação, lecionou também em Cursos de Especialização, Pós-graduação e Mestrado, sempre na área de sua especialidade, a História do Brasil.

Títulos honoríficos: Cidadão de Mamanguape, 1973; Cidadão Paraibano (Assembléia Legislativa), 1981; Diploma de Professor Emérito, UFPB, 1987; Comenda do Mérito Cultural “José Maria do Santos”, IHGP, 1992.

Trabalhos publicados: O Direito Escrito e o Direito Consuetudinário; O Liberalismo francês e a Revolução de 1817; Aspectos ideológicos  da Colonização Lusa; Estudos de História; À margem da Lei do Ventre Livre; Participação da Paraíba na Guerra do Paraguai; Antecipações liberais na Paraíba (Trabalho a convite da Comissão do Sesquicentenário da Independência UFPE/SUDENE, no Recife, representando a Paraíba, publicado na revista Estudos Universitários da UFPE); Influência Germânica na Historiografia Brasileira; A contribuição Historiográfica de Frei Vicente do Salvador (1º lugar em concurso de âmbito nacional, instituído pelo Departamento Cultural da UFPB); A Revolução de 30 no contexto nacional; O Historiador e Historiografia, prefácio a ensaio de José Honório Rodrigues; Gilberto Freyre, Historiador Social, conferência realizada no IV Seminário Paraibano de Cultura Brasileira, em homenagem a Gilberto Freyre, 1980; A ação Política de Caxias, Conferência no IHGP.

Pedro Nicodemos ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 27 de outubro de 1956.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Curriculum vitæ elaborado pelo associado.

 

 

ALTIMAR PIMENTEL

Atual ocupante

 

Altimar de Alencar Pimentel nasceu a 30 de outubro de 1936 na cidade de Maceió, capital de Alagoas. Filho do comerciante Altino de Alencar Pimentel e Maria das Neves Batista Pimentel, Altimar aos nove anos, em 1945, perdeu o pai, sendo ele o primeiro dos seis irmãos órfãos. Sua mãe, paraibana, logo em seguida voltou para João Pessoa, onde arrostando dificuldades criou sua prole.

Altimar é casado com Dª. Cleide Rocha da Silva Pimentel, formada em Letras, de cuja união tem os seguintes filhos: Tatiana, economista; Altino, advogado; e Hilda, titulada em letras e informática.

Iniciou  seus  estudos  primários ainda na capital alagoana, concluindo o ginasial e o clássico no Colégio Estadual da Paraíba. Pela Universidade Federal da Paraíba, em 1971, concluiu o curso de Licenciatura em Letras – Vernáculo e pelo Centro de  Ensino Unificado de Brasília, bacharelou-se em Comunicação Social – Jornalismo, em 1976.

Dedicado ao teatro, Altimar fez curso de especialização em Direção Teatral na Federação das Escolas Isoladas do Rio de Janeiro e na Universidade Federal da Paraíba, em 1978.

Ainda em 1975 ingressou no magistério do 2° grau, tornando-se professor de Educação Artística no Colégio Estadual da Paraíba e em Cabedelo. Daí foi um passo para ingressar no magistério superior, lecionando as disciplinas Evolução do Teatro e Dança (1977) e Introdução às Técnicas de Comunicação (1979), na Universidade Federal da Paraíba.

Foi Diretor do Teatro Santa Roza, Diretor do Departamento de Extensão Cultural do Estado, Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular da UFPB e Diretor da Rádio Correio da Paraíba.

Participou de vários colegiados, entre eles o Conselho Estadual de Cultura, a Comissão Executiva do IV Centenário da Paraíba, o Conselho da Lei Viva a Cultura, na Paraíba, e foi Secretário do Conselho Consultivo de Alto Nível do Instituto Nacional do Livro, no Rio de Janeiro. No jornalismo também sua atuação foi brilhante.

Como teatrólogo é autor de inúmeras peças, muitas delas consagradas nacionalmente. Presidente da Comissão Paraibana de Folclore, Altimar Pimentel tem 17 livros publicados sobre temas folclóricos. Dedica-se, também, à história paraibana, com vários livros publicados, o último dos quais – Cabedelo – alcançou grande receptividade nos meios culturais.

Bastante premiado por seus trabalhos, era natural seu ingresso como sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, o que ocorreu no dia 22 de novembro de 2002, quando passou a ocupar a cadeira n° 10, sucedendo ao historiador José Pedro Nicodemos, sendo saudado pelo consócio Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins.

Além das publicações em revistas e jornais, lançou dezenas de livros. No Folclore, destacam-se: O Coco Praieiro – Uma Dança de Umbigada, Editora Universitária, João Pessoa, 1ª. ed., 1966, 2ª. ed., 1968; O Diabo e Outras Entidades Míticas no Conto Popular, Coordenada Editora, Brasília, 1969; O Mundo Mágico de João Redondo, Serviço Nacional do Teatro, Rio de Janeiro, 1971; Saruâ, lendas de árvores e plantas do Brasil, Editora Cátedra, Rio de Janeiro, 1977; Sol e Chuva: ritos e tradições, Thesaurus, Brasília, 1981; O Mundo Mágico de João Redondo, 2ª edição revista e ampliada, Ministério da Cultura, Rio de Janeiro, 1988; Incantations, Thesaurus Publishing Co., Miami, Flórida, 1995; Contos Populares de Brasília, Editora Thesaurus, Brasília; Estórias de Luzia Teresa, vol. I, Editora Thesaurus, Brasília, 1995 e vol. II, Editora Thesaurus, Brasília, 2001; Barca, Bois de Reis e Coco de Roda, João Pessoa, FIC, 2005.

No Teatro, entre as peças de sua autoria já encenadas na Paraíba e outros Estados, registramos 20 peças, entre elas Auto da Cobiça, Auto de Maria Mestra, Viva a Nau Catarineta, Lampião vai ao inferno buscar Maria Bonita, Coiteiros. Registramos um destaque especial para a peça Como nasce um cabra da peste, adaptação da obra homônima de Mário Souto Maior, a qual conquistou mais de 40 prêmios em festivais na Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e realizou vinte apresentações em Portugal e uma em Cabo Verde. Possui dez peças inéditas.

Em História, o destaque é sua obra Cabedelo, em dois volumes, publicados em 2001 e 2002.

Pesquisador, Diretor de Teatro, jornalista, Altimar pertence a várias entidades culturais e tem recebido, por sua vitoriosa carreira, elogiosas críticas, prêmios e condecorações.

Atualmente exerce o cargo de Secretário de Cultura do Município de Cabedelo, Paraíba.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Curriculum vitæ do associado e arquivo do IHGP.

 

 

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CADEIRA Nº. 11

PATRONO: MANUEL OCTAVIANO

FUNDADOR: AFONSO PEREIRA

 

MANUEL OCTAVIANO

PATRONO

 

MANUEL OCTAVIANO de Moura Lima nasceu no município de Ibiara, no ano de 1880, e faleceu em Piancó, em 1960. De origem modesta, somente aos vinte anos de idade iniciou o curso secundário, no Seminário da Paraíba, tendo aprendido as primeiras letras com sua mãe.

Ordenou-se padre no ano de 1910 no Seminário de Teresina, capital do Estado do Piauí, retornando à Paraíba a fim de exercer o sacerdócio; foi designado Vigário de Brejo do Cruz, indo, em seguida, para as cidades de Catolé do Rocha, Conceição e Piancó, todas situadas no sertão da Paraíba.

Muito dinâmico e inteligente, conciliava as atividades clericais, a política e o magistério.

Começou muito cedo a escrever nos jornais do Estado, dedicando-se também à literatura. Escreveu romances e peças teatrais que eram encenadas pelos conterrâneos. Foi deputado estadual na 1ª República.

Era sócio da Academia Paraibana de Letras, onde tomou posse a 25 de agosto de 1945 para ocupar a Cadeira nº. 29, cujo Patrono é José Rodrigues de Carvalho, sendo saudado pelo acadêmico Horácio de Almeida.

Deixou uma produção literária pequena, porém de muito valor, merecendo maior importância o trabalho sobre o martírio do Padre Aristides, intitulado Os Mártires de Piancó. São ainda de sua autoria: Emboscada do Destino (Romance); O Chefe Político; Curvas do Destino; Frente ao Passado; Mestre Mundo; Tomaz Cajueiro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Horácio de. Discurso de recepção, Rev. da APL, vol. 1.

ODILON, Marcus. Pequeno Dicionário de fatos e vultos paraibanos. Ed. Cátedra, Rio de Janeiro, 1984.

Revista do IHGP nº. 16. João Pessoa, 1968.

 

AFONSO PEREIRA

FUNDADOR

 

AFONSO PEREIRA da Silva nasceu no dia 30 de outubro de 1917, em Bonito de Santa Fé. É filho de José Pereira da Silva e D. Querubina Pereira da Silva e casado com a professora Clemilde Pereira da Silva. Vindo de uma família tradicionalmente católica, estudou em João Pessoa no Seminário Apostólico São Pedro Gonçalves e, depois, no Seminário Franciscano de Rio Negro (PR), efetuando nesses dois educandários a escolaridade de 1º e 2º graus, adquirindo uma base cultural sólida, edificada sobre princípios cristãos, servindo de meio para atingir os altos cargos desempenhados na sua vida profissional.

Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1948, procurando sempre especializar-se e aperfeiçoar-se através de cursos, nas áreas jurídicas e pedagógicas.

Foi eleito deputado estadual por uma legislatura, além de ter exercido a função de Juiz Substituto do Tribunal Regional Eleitoral e Procurador da Santa Casa da Misericórdia da Paraíba. Entre os inúmeros cargos que já ocupou, citaremos: Diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Autônoma de João Pessoa (hoje UNIPÊ); Diretor substituto da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba; Presidente e introdutor, na Paraíba, da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC); Fundador e Presidente da Fundação Ibiapina, através da qual fundou inúmeras escolas em todo o Estado. Lecionou nas Universidades de que participou as seguintes disciplinas: Alemão, Francês, Latim, Grego, Português, Geografia, Ciências Naturais, Direito Autoral, Direito Romano e Pesquisa Social.

Sendo fundador do Centro Universitário Paraibano (UNIPÊ) continua, desde a fundação, como um dos seus Pro - reitores.

Em 2003 criou, com o apoio de sua esposa, acadêmica Clemilde Pereira, um Arquivo Privado com um acervo bastante expressivo.

Colabora com freqüência na imprensa paraibana, tendo sido o primeiro diretor do jornal Correio da Paraíba. Foi correspondente de revistas nacionais e redator dos Anais Científicos-Brasil Universitário, São Paulo.

É membro da Academia Paraibana de Letras, entidade que presidiu por seis anos consecutivos; membro da Academia Internacional de Letras; sócio Honorário da Associação Norte-riograndense de Astronomia.

Apesar de sua intensa atividade intelectual tem poucas obras publicadas, salientando as seguintes: Lei e Justiça – Uma Experiência Parlamentar, Editora UNIPÊ, 2001; Lei de Talião (plaqueta), 2002; Burity e a Imortalidade (discurso de saudação), 2003;Natal – Poesias, 2003; Trilogia, 2004.

Afonso Pereira ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 31 de maio de 1956, sendo recepcionado pelo Cônego Francisco Lima. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, que lhe foi outorgada pelo IHGP.

 

 

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CADEIRA Nº. 12

PATRONO: VEIGA JÚNIOR

OCUPANTE: DEUSDEDIT LEITÃO

 

VEIGA JÚNIOR

PATRONO

 

João Ribeiro da VEIGA Pessoa JÚNIOR nasceu no dia 9 de agosto de 1892, na capital do Estado da Paraíba e faleceu no dia 13 de fevereiro de 1975. Era filho de João Ribeiro da Veiga Pessoa e D. Amélia Figueiredo da Veiga Pessoa. Casou-se em primeiras núpcias com a jovem pernambucana Adalgisa Batista da Veiga, deixando desse casamento os filhos Maria do Socorro, Maria do Morro e José Gláucio Veiga. Em 1925 faleceu D. Adalgisa, tendo Veiga Júnior se casado com uma paraibana, D. Gasparina Barbosa.

Veiga Júnior estudou em escolas particulares da capital até concluir o curso primário. Ingressou no Liceu Paraibano, onde fez o curso secundário. Foi autodidata, não teve formação acadêmica, porém era muito culto e inteligente. Era charadista e historiador. Teve influência decisiva na educação intelectual dos filhos.

Homem simples, austero, meticuloso, católico praticante, rezava todas as noites o terço em família.

Apesar de introvertido, cultivava grandes amizades, tendo como amigos mais íntimos os escritores Oscar de Castro, Maurício Furtado, Cônego Florentino Barbosa, Celso Mariz, Santa Rosa e João Unas. Lia com admiração Coelho Neto e Euclides da Cunha.

Foi membro da Associação São Vicente de Paula e sócio fundador da Academia Paraibana de Letras. Não deixou livros publicados. A sua produção literária é comprovada através dos jornais da época. Certa vez, aconselhado por Nelson Lustosa Cabral a publicar os seus trabalhos, Veiga Júnior, talvez por modéstia, queimou o seu arquivo, afirmando que nada daquilo deveria permanecer. Encontramos alguns artigos seus nas Revistas da Academia Paraibana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

São de sua autoria os seguintes artigos: O Liceu ao tempo da madureza; Vamos falar com o Presidente; A Festa das Neves ate o Primeiro Decênio deste Século; O Viver Atribulado de Irineu Pinto,

Veiga Júnior ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 11 de outubro de1931.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

VEIGA, José Gláucio. J. Veiga Júnior – Um Perfil (Discurso de posse na Academia Paraibana de Letras). Rev. da APL n°. 8, 1978.

 


DEUSDEDIT LEITÃO

FUNDADOR

 

DEUSDEDIT de Vasconcelos LEITÃO nasceu no dia 7 de maio de 1921, na cidade de Cajazeiras; filho do casal Eliziário Gomes Leitão e D. Maria Madalena de Vasconcelos Leitão. Casou-se, em Patos, com D. Maria José César de Vasconcelos Leitão, tendo nascido dessa união os filhos Rui, Rita de Cássia, Maria de Fátima, Elza Helena, Nísia Magna, Eliziário, Wilson e Wilton.

Iniciou seus estudos em Boqueirão de Parelhas (RN), Floriano Peixoto e Missão Velha (CE). Em Cajazeiras, estudou no Colégio Padre Rolim e no Instituto São Luiz. Não tem formação acadêmica, o que não o impediu de exercer as mais diversificadas funções ligadas à Educação e Cultura do seu Estado.

Ingressou no serviço público aos 18 anos como funcionário do Departamento de Classificação de Produtos Agropecuários, e em seguida assumiu a direção do Museu da Imagem e do Som, da UFPB; Secretário Geral do Conselho Estadual de Educação; Secretário da Comissão Central do Concurso de Habilitação da UFPB; Secretário Interino das Pastas da Educação e Cultura e das Finanças do Estado; Chefe do Gabinete Civil do Governo, na administração do Dr. Ivan Bichara e membro do Conselho Estadual de Cultura.

Exerceu o magistério, lecionando História na antiga Escola Normal São José, em Sousa; na Escola Técnica Monsenhor Constantino Vieira e no Seminário Nossa Senhora da Assunção, em Cajazeiras.

Deusdedit Leitão é jornalista, historiador, pesquisador, escritor. Foi correspondente dos jornais O Norte e Correio da Paraíba, de João Pessoa, em Cajazeiras; do Diário da Borborema, de Campina Grande, e do Diário de Pernambuco, do Recife. Em Antenor Navarro, atual São João do Rio do Peixe, fundou o 1º. Jornal impresso que circulou na cidade, A Sombra; em Sousa, fundou Letras do Sertão.

É membro da Academia Paraibana de Letras, onde ingressou a 7 de dezembro de 1978, tendo exercido vários cargos na Diretoria da APL. Sócio fundador do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, do qual foi Presidente.

É colaborador dos jornais da cidade, tendo publicado os seguintes livros: Mossoró e o sertão paraibano; A Família Sá no município de Sousa (genealogia); Presença da Paraíba na Bibliografia de Coriolano de Medeiros; Brejo do Cruz (Separata da Revista nº. 21 do IHGP), 1975; Bacharéis Paraibanos na Faculdade de Olinda – 1832-1835, 1977; Santa Luzia – Aspectos Históricos, 1978; História do Tribunal de Justiça, 1978; Cadeira número dezesseis (Discurso de posse na Academia Paraibana de Letras), 1978; Os Gomes – Leitão de Ramos, Crato e Cajazeiras, 1982; A Fundação Guimarães Duque e o Semi-Árido Nordestino, 1982; Vingt-un e a história municipal, 1982; São José de Piranhas: Notas para sua história, 1985; O Ensino Público na Paraíba: Síntese História da Secretaria de Educação, 1987; Ministério Público Paraibano – Notas para sua História, 1995; Ruas de Tambaú, 1998; José Medeiros – Homo-Administrativo, 1998; Coriolano de Medeiros (Coleção de Historiadores Paraibanos), 1998; Inventário do Tempo (Memórias), 2000.

Deusdedit Leitão ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 22 de novembro de 1962, tendo ocupado vários cargos na Diretoria, inclusive a Presidência no período 1974/78, e atualmente exerce a função de Tesoureiro. Recebeu do IHGP a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”.

 

REFERÊNCIAS BIBLOGRÁFICAS:

LEITÃO, Deusdedit. Cadeira nº. 14. Discurso de posse.

_______ Eliziário Leitão – Dados Biográficos – Ascendentes e Descendentes. João Pessoa, 1987.

 

 

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CADEIRA Nº. 13

PATRONO: FRANCISCO RETUMBA

FUNDADOR: CLÁUDIO SANTA CRUZ

 

FRANCISCO RETUMBA

PATRONO

 

FRANCISCO Soares da Silva RETUMBA Filho nasceu no dia 8 de agosto de 1856; era filho do engenheiro português Francisco Soares da Silva Retumba, construtor da Ponte Sanhauá, ele de ligação entre a capital e o interior do Estado.

Francisco Retumba Filho, ainda jovem, foi morar na Europa, formando-se na França em Engenharia de Minas. Existe uma dúvida quanto à formatura de Retumba, levantada por José Joffily no seu livro Entre a Monarquia e a República, página 112, onde questiona se Retumba era diplomado ou não.

Voltando à Paraíba, formado em Engenharia de Minas, Retumba foi convidado pelo Presidente da Província a preparar um estudo sobre os recursos econômicos do Estado. Viajou pelo interior durante muito tempo, estudando a sua viabilidade, e chegando à conclusão que o maior obstáculo ao desenvolvimento do Estado era a inexistência de meios de comunicação entre as cidades do interior, o que dificultava enormemente a exportação dos produtos agrícolas. Em agosto de 1861 ele apresentou um rico e vasto relatório sobre o estudo realizado. Esse trabalho está publicado na Revista do IHGP, vol. IV, p. 164.

Francisco Soares da Silva Retumba, sendo rico e idealista, logo associou-se a Irineu Joffily na criação do jornal A Gazeta do Sertão; ambos destacaram-se não como empresários, mas como brilhantes articulistas.

Retumba morreu, misteriosamente, no Recife, no dia 3 de dezembro de 1890.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

JOFFILY, José. Entre a Monarquia e a República – Idéias e lutas de Irinêo Joffily. Cosmos, Rio de Janeiro, 1982.

Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, vol. IV, p. 164.

 

CLÁUDIO SANTA CRUZ

FUNDADOR

 

CLÁUDIO SANTA CRUZ Costa, nasceu no dia 2 de julho de 1919, em Conceição, Paraíba, e faleceu em João Pessoa a 29 de junho de 2005; era filho de Eduardo de Carvalho Costa e D. Quitéria Santa Cruz Costa. Casou-se com Maria Idalba Moura Santa Cruz, já falecida.

Iniciou os estudos em sua cidade natal, vindo fazer os preparatórios no Liceu Paraibano. Em 1941, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 13 de dezembro de 1945.

Durante a fase universitária foi redator do jornal A União. Em 1946 foi admitido como professor de Francês no SENAC, começando, assim, a sua carreira no magistério. Era professor-fundador da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Paraíba, da qual foi Diretor, lecionando ali as disciplinas Estrutura das Organizações Econômicas, Princípios Aplicados à Economia, Evolução da Conjuntura Econômica, Estudo Comparado dos Sistemas Econômicos, História Geral e História do Brasil. Também foi um dos fundadores da Faculdade de Direito da UFPB, onde lecionou Economia Política e Ciência das Finanças. Foi professor da Faculdade de Filosofia da UFPB e de Economia Brasileira no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ).

Entre as demais atividades desempenhadas pelo Dr. Cláudio Santa Cruz, destacamos: Diretor do jornal O Estado da Paraíba, 1946; Redator de A União, de 1941 a 1943; Presidente do Montepio do Estado; Secretário Geral do IBGE; Diretor da Faculdade de Ciência Econômicas; Coordenador do Curso de Economia da UFPB; Procurador Geral da Universidade Federal da Paraíba. Em 1967, concluiu doutorado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife. Foi fundador do Partido Socialista Brasileiro, na Paraíba, tendo exercido sua presidência por vários anos.

Era membro da Academia Paraibana de Letras, onde ocupou a Cadeira nº. 18, cujo Patrono é Irineu Joffily, tendo ali ingressado em 17 de fevereiro de 1973.

São de sua autoria: O Direito na nova ordem econômica (tese de doutorado); Aspectos da Invasão Holandesa no Brasil; Três Campinenses Ilustres – Irineu Joffily, Mauro Luna e Epaminondas Câmara (Discurso de posse na APL); O Campinense Hortêncio Ribeiro, in Revista da APL, nº. 8, 1978.

Cláudio Santa Cruz ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 28 de março de 1963, tendo exercido a Vice-Presidência por duas vezes. Foi condecorado com a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”.

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Dados fornecidos por Maria Santa Cruz Costa, filha do associado.

 

 

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CADEIRA Nº. 14

PATRONO: JOSÉ GOMES COELHO

FUNDADOR: HUMBERTO NÓBREGA

OCUPANTE: WELLINGTON AGUIAR

 

JOSÉ GOMES COELHO

PATRONO

 

JOSÉ GOMES COELHO nasceu no dia 13 de abril de 1898 na cidade de Esperança, Paraíba, e faleceu em João Pessoa no dia 18 de dezembro de 1954. Era filho do casal Eusébio Joaquim da Silva Coelho e Débora Clotilde Gomes Coelho.

O professor José Coelho era diplomado pela Escola Normal do Estado da Paraíba e em Direito pela Faculdade do Recife. Tinha, ainda, o curso de Agrimensor, sendo aluno da turma pioneira que funcionava anexo ao Liceu Paraibano.

Iniciando a vida pública como professor, logo ascendeu a outras funções como: Inspetor Fiscal do Ensino; professor do Liceu Paraibano e da Escola Normal, tendo desempenhado em ambos os educandários o cargo de Diretor; Professor do Instituto Underwood; Diretor dos Serviços Elétricos; Secretário a Fazenda no governo Argemiro de Figueiredo, em 1937; Juiz do Tribunal Regional Eleitoral; Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Paraíba.

Na sessão de 01.06.1915, foi designado para participar duma Comissão para tratar da questão dos limites da Paraíba com Pernambuco, constituída pelos consócios Carneiro Monteiro, Irineu Pinto, Irineu Joffily e Francisco Barroso. Essa questão surgiu em face de uma representação feita pelos moradores de Serrinha, do município de Ingá, que reclamavam contra a indébita intervenção de agentes fiscais do Conselho Municipal de Itambé. Carneiro Monteiro, como relator da comissão, em sessão de 20.06.1915, fez uma exposição sobre o caso, solicitando mais tempo para examinar o assunto, tendo por proposta do consócio Castro Pinto sugerido que fosse consultada a documentação do Arquivo Público, sendo designado Carneiro Monteiro para esse fim. Na oportunidade, foi apresentado por José Coelho um esboço topográfico por ele elaborado sobre a posição daqueles limites.

  Nesse ano (1915), José Coelho foi eleito Bibliotecário do Instituto, cargo que ocupou até setembro de 1916, quando foi eleito membro da Comissão de Revista, função que exerceu até 1920. Em abril desse ano, José Coelho foi eleito 2º Secretário da Diretoria do VII Congresso Brasileiro de Geografia, a se realizar na capital do Estado.

Deixou publicado o livro Escorço de Corografia da Paraíba, editado em 1919, que foi adaptado para as escolas públicas do Estado, mediante parecer do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, cujo relator foi o historiador João Alcides Bezerra Cavalcanti.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 11 de novembro de 1914, juntamente com Miguel Santa Cruz de Oliveira, sendo saudado por Alcides Bezerra. Na instituição dos Patronos das Cadeiras do Instituto seu nome foi aprovado para Patrono da Cadeira nº. 14.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

LEAL, José. Dicionário Bibliográfico Paraibano, FUNCEP, 1990.

Boletim Informativo do IHGP, nº. 21, 1994

Arquivo de Luiz Hugo Guimarães.

 


HUMBERTO NÓBREGA

FUNDADOR

 

HUMBERTO Carneiro da Cunha NÓBREGA nasceu no dia 3 de fevereiro de 1912, na capital do Estado, e faleceu no dia 17 de junho de 1988. Era filho de Francisco Gouveia Nóbrega e de D. Maria da Cunha Nóbrega. Casado com D. Maria Nazaré Novais Nóbrega, que faleceu um ano após ter enviuvado.

Estudou no Grupo Escolar Tomaz Mindelo, onde concluiu o curso primário, fazendo o secundário no Liceu Paraibano. Em 1917, formou-se em Medicina pela Faculdade da Bahia.

Profissional competente, não se limitou apenas à especialidade médica, procurando sempre aperfeiçoar-se, dedicando-se aos estudos e pesquisas; atendia sempre com presteza a todos aqueles que o procuravam, principalmente aos mais necessitados. Participou de vários seminários e conferências, tanto no Brasil como no exterior.

Exerceu diversos cargos públicos, sendo os principais: Reitor da Universidade Federal da Paraíba; Presidente da Cruz Vermelha – Seção da Paraíba; Diretor dos Ambulatórios do Estado e do Instituto Nacional de Previdência Social. Na Usina Santa Helena, antigo Engenho Pau d’Arco, local de nascimento de Augusto dos Anjos, Humberto Nóbrega foi, durante muitos anos, o médico dos operários, tendo oportunidade de conviver com os remanescentes da época do poeta, colhendo subsídios para a elaboração do seu valioso livro Augusto dos Anjos e sua época. Nesse trabalho ele traça um perfil inédito de Augusto dos Anjos, retratando, também, a sociedade pessoense do início do século XX.

Foi sócio da Academia Paraibana de Letras, ingressando ali em 26 de junho de 1971, onde ocupou a Cadeira nº. 01, cujo Patrono é Augusto dos Anjos.

Deixa rica e vasta bibliografia: O Meio e o Homem da Paraíba, João Pessoa, Departamento de Publicidade, 1950; História de uma cadeia transformada em palácio, in Correio das Artes, A União, 1956; Uma breve introdução ao estudo da higiene, João Pessoa, 1962; A figura humana de Luciano Moraes, João Pessoa, Imprensa Universitária, 1967; Dois tempos de uma cidade, João Pessoa, Imprensa Universitária, 1967; Evolução História de Bananeiras, João Pessoa, A Imprensa, 1968; Cadeira nº. 1 – Augusto dos Anjos, (Discurso de posse na APL), 1971; Calendário Cultural da Paraíba, Imp. Universitária, 1972; UFPB, Expansão e Consolidação, Imp. Universitária, 1973; Fruto do Esforço Comum, Imp. Universitária, 1974; Arte Colonial da Paraíba, Imp. Universitária, 1974; Um ano decisivo, João Pessoa, Imp. Universitária, 1975; Curriculum vitæ, João Pessoa, 1975.

Também foi vultosa sua colação nas Revistas: Os pioneiros, in Revista da APL, nº. 8; História da Faculdade de Medicina da UFPB, e João Suassuna, o Estadista, in Revista do IHGP, nº. 16, 1969; O Sesquicentenário da Revolução de 1817 (Saudação a Eudes Barros), in Revista do IHGP, nº. 17, 1970; A Palavra da Presidência, in Revista do IHGP, nº. 18, 1971; História do Ponto de Cem Réis, (Discurso pronunciado na inauguração do Viaduto Damásio Franca), in Revista do IHGP, nº. 19, 1971; Seis Anos de Administração, in Revista do IHGP nº. 21, 1975; Coriolano de Medeiros: Notas para a sua biografia, in Revista do IHGP, nº. 23, 1984.

Humberto Nóbrega ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 23 de outubro de 1964 e foi seu Presidente no período 1968/1974.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Curriculum vitæ

Arquivo e Revistas do IHGP

Arquivo da APL

 

WELLINGTON AGUIAR

Atual ocupante

 

WELLINGTON Hermes Vasconcelos de AGUIAR nasceu no dia 4 de maio de 1935, em João Pessoa. É filho de Hermes Ferreira de Aguiar e D. Rosa Dalva Cabral de Vasconcelos de Aguiar. É casado com a senhora Rita Cabral Aguiar, de cuja união nasceram duas filhas: Rosa Dalva e Jacqueline, esta já falecida.

Estudou no Colégio Santo Antônio, em Natal (RN); Colégio Pio X, em João Pessoa; Colégio Marista, no Recife; Colégio São José, em Nazaré da Mata (PE); e no Liceu Paraibano. Graduou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, em 1960. É licenciado em Vernáculo pela Universidade Federal da Paraíba e tem aperfeiçoamento, em nível de graduação, em Direito; possui, ainda, cursos de Extensão Universitária em diversas outras áreas.

Em João Pessoa,  lecionou em colégios particulares e estaduais. Professor titular na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais dos Institutos Paraibanos de Educação, onde lecionou as disciplinas Introdução ao Estudo do Direito e Filosofia do Direito. Em 1964, foi nomeado, por concurso, Promotor Público do Estado e exerceu, a partir de 1971, a função de Procurador do Tribunal de Contas do Estado.

Jornalista militante, mantém coluna permanente no jornal Correio da Paraíba e escreve com assiduidade nas Revistas do Instituto Histórico Paraibano e Academia Paraibana de Letras.

Na área educacional exerceu, entre outras, as funções de: Diretor da Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa; membro do Conselho Estadual de Educação; membro do Conselho Estadual de Cultura.

É sócio do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e da Academia Paraibana de Letras, onde ocupa a Cadeira nº. 12, tendo ali ingressado em 3 de abril de 1981. Na Academia exerceu vários cargos da Diretoria, inclusive a Presidência no período 1996/1998.

Em 1967, recebeu o título de Administrador Honorário, conferido pelos alunos concluintes do Curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências Econômicas da UFPB. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, do IHGP.

Publicou os livros: O Passageiro do Dia; Um Radical Republicano contra as Oligarquias, João Pessoa, A União, 1981; Uma Cidade de Quatro Séculos e Capítulos de História da Paraíba, em parceria com o professor José Octávio de Arruda Mello, Secretaria de Educação e Cultura, 1985; Cidade de João Pessoa – A Memória do Tempo, João Pessoa, Gráfica e Editora Persona, 1992; A Velha Paraíba nas Páginas de Jornais, João Pessoa, A União Editora, 1999; João Pessoa, Coleção Paraíba – Nomes do Século, João Pessoa, A União Editora, 2000.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Informação do autor e arquivo do IHGP.

 

 

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CADEIRA Nº. 15

PATRONO: FERNANDO DELGADO

FUNDADOR: WILSON SEIXAS

OCUPANTE: LUIZ DE BARROS GUIMARÃES

 

FERNANDO DELGADO

PATRONO

 

FERNANDO DELGADO Freire de Castilho. Português radicado no Brasil desde os fins do século XVIII, governando a Paraíba no período de 23 de março de 1778 a 1801. Sua administração ficou marcada pela dedicação e zelo que tinha com as coisas da nossa terra; era considerado um administrador esclarecido e bom.

Em seu governo a Paraíba libertou-se do jugo pernambucano a que vinha sendo submetida desde o ano 1756 e, enquanto esteve à frente dos destinos da nossa capitania, fez minucioso estudo descrevendo com riqueza de detalhes as terras paraibanas, focalizando, sobretudo, a cultura da cana-de-açúcar e seus precários meios de moagem e industrialização e informando sobre a viabilidade econômica da Paraíba. Esse substancial trabalho foi reconhecido pelos historiadores contemporâneos, que o incluíram na historiografia paraibana.

Da Paraíba foi governar Goiás e de lá foi para o Rio de Janeiro, onde se suicidou.

Fernando Delgado foi honrado com os títulos: Comendador da Ordem de São Bento de Aviz, Cavalheiro Professor da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

LEITÃO, Deusdedit de Vasconcelos. Galeria dos Patronos, in Boletim Informativo do IHGP, nº. 22, setembro de 1994.

WILSON SEIXAS

FUNDADOR

 

WILSON Nóbrega SEIXAS nasceu na cidade de Pombal, sertão do Estado da Paraíba, a 15 de julho de 1916 e faleceu em João Pessoa, a 11 de março de 2002. Filho de Newton Pordeus Rodrigues Seixas e D. Natália Nóbrega Seixas, era casado com Zélia Carneiro Arnaud Seixas, de cuja união deixou três filhos: Antônio Chateaubriand (odontólogo), José Wilson (arquiteto) e Lígia Maria (Psicóloga).

Wilson Seixas iniciou seus estudos primários na escola pública de Pombal, à época sob a direção do seu pai, professor Newton Seixas. Posteriormente, transferiu-se para o Colégio Pio X, na capital do Estado, concluindo o secundário, no Liceu Paraibano, seguindo depois para o Recife, onde se formou em Odontologia, em 1948. Logo em seguida passou a exercer a clínica odontológica em seu velho burgo, onde deu início às suas atividades como pesquisador.

Em 1940, participando de um Congresso de Municípios no Recife, Wilson apresentou a tese Pombal e seus Problemas Prioritários. Era o início de sua vocação de historiador.

Em 1952, o governador José Américo de Almeida nomeou-o cirurgião-dentista do Estado, donde saiu para se incorporar ao quadro de dentistas do Departamento Nacional de Obras contra as Secas.

Em 1962, por ocasião das festas comemorativas do centenário da cidade de Pombal, escreveu O Velho Arraial das Piranhas, editado pela gráfica do jornal A Imprensa, de João Pessoa.

Em 1972 publicou Os Pordeus do Rio do Peixe, livro que “além de ser ensaio genealógico, é um mosaico da vida sertaneja, apresentada na variedade dos painéis que retratam a nossa gente com o colorido de sua sociologia, o pitoresco dos inventários, o encanto do folclore, a simplicidade das crenças religiosas ou a dureza dos embates políticos que caracterizam os homens fortes do sertão”, segundo registra o historiador Deusdedit Leitão.

Em 1974 escreveu Odontologia na Paraíba, um repositório completo sobre a atuação dos seus colegas de profissão.

Após pesquisa aprofundada, publicou Viagem através da Província da Paraíba, importante obra que elucida as principais fases da conquista do oeste paraibano, tornando-se conhecido nacionalmente como um dos importantes historiadores paraibanos.

Em 1987 publicou outro grande trabalho de pesquisa: Santa Casa de Misericórdia da Paraíba – 385 Anos, instituição criada no século XVI, sendo a quarta fundada no Brasil.

No Ciclo de Debates promovido pelo          IHGP, durante as comemorações dos 500 anos de Brasil, Wilson Seixas teve uma atuação brilhante como expositor do tema A Conquista do Sertão Paraibano.

Após a sua morte, foi publicada a 2ª. edição revista e atualizada do livro O Velho Arraial de Piranhas (Pombal), trabalho a cargo do confrade Evandro da Nóbrega.

Outros trabalhos de Wilson se encontram publicados nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

Wilson Seixas pertenceu ao Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e à Fundação Cultural do Estado; era Conselheiro da Fundação Napoleão Laureano e, em 1957, recebeu o diploma de Menção Honrosa do Conselho Estadual de Cultura, pelos relevantes serviços prestados à cultura paraibana.

A Coleção de Historiadores Paraibanos, após a morte de Wilson Seixas, incluiu no seu rol um trabalho sobre sua vida e sua obra, de autoria do confrade Luiz Hugo Guimarães.

Wilson Seixas ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 18 de março de 1965, tendo ocupado vários cargos na Diretoria; recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos” que o IHGP lhe outorgou.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SEIXAS, Wilson. Os Pordeus do Rio do Peixe, 1972.

GUIMARÃES, Luiz Hugo. Wilson Nóbrega Seixas. Coleção de Historiadores Paraibanos, vol. 15, A União Editora, 2003.

Arquivo do IHGP.

 

LUIZ DE BARROS GUIMARÃES

Atual ocupante

 

LUIZ DE BARROS GUIMARÃES nasceu na cidade do Recife a 25 de novembro de 1925; é filho de Jovino Félix Guimarães e Maria Barros Guimarães. É viúvo da Sra. Maria Angelina Maia Guimarães, de cuja união teve os filhos Paulo (já falecido) e Flávia, psicóloga e professora universitária.

Fez seus estudos primários e o ginasial na cidade do Recife, este último no Ginásio Moderno, concluindo posteriormente o curso científico. Em 1981, bacharelou-se em Administração Pública pela Universidade Federal da Paraíba.

Submetendo-se a concurso público, foi aprovado e nomeado para a Comissão de Marinha Mercante, quando em 1964 foi transferido para João Pessoa, tornando-se Delegado local da então Superintendência Nacional da Marinha Mercante, localizada na cidade de Cabedelo (PB), donde se aposentou em 1985.

Após a sua aposentadoria, especializou-se em floricultura, organizando uma firma para explorar o ramo, com um largo espaço dedicado à plantação de avencas.

Nesse meio termo, passou a freqüentar o Instituto Histórico, particularmente interessado em consultas junto ao Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, que é sediado no IHGP, para fazer um levantamento sobre a família Maia de Catolé do Rocha, à qual pertencia sua esposa Maria Angelina. A partir daí, dedicou-se ao estudo da História da Paraíba. Tornou-se autodidata como historiador, abandonando as avencas.

Para aprimorar seus conhecimentos na área, participou dos seguintes cursos na Universidade Federal da Paraíba: História – Pesquisa e Ensino, 22 a 26/11/93; II Encontro Nordestino de História, 17 a 20/04/95; Inquisição Moderna, 04 a 06/06/95; Introdução à Hermenêutica, 13 a 25/07/95; Curso de Historiografia Paraibana, 21/5 a 12/06/97; A Questão Agrária na Paraíba, 01 a 03/07/97; 500 Anos: A Paraíba e Revisão – História e Historiografia, 07/07 a 11/12/99.

Na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, freqüentou os seguintes cursos: Formação Histórica da Nacionalidade Brasileira (Brasil 1701/1824), 20 a 22/10/99; Novo Mundo dos Trópicos – Gilberto Freyre, 21 a 23/03/2000; Além do apenas moderno: Brasil séculos XIX e XX.

Ingressou no Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, onde alicerçou amizades e passou a conviver com historiadores e genealogistas, estando sempre presente no Instituto Histórico consultando seu acervo.

Com a bagagem adquirida, passou a escrever nos jornais da Capital. A própria revista do Instituto contem seus trabalhos publicados seguidamente nas de nº.s 31 a 36.

Luiz de Barros Guimarães é sócio correspondente dos Institutos Históricos da Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 16 de agosto de 2002, tendo sido saudado pelo historiador Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos” outorgada pelo IHGP.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Curriculum vitæ do associado.

Arquivo do IHGB.

 

 

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CADEIRA Nº. 16

PATRONO: ARTHUR ACHILLES

FUNDADOR: REINALDO OLIVEIRA

 

ARTHUR ACHILLES

PATRONO

 

ARTHUR ACHILLES dos Santos nasceu no dia 20 de junho de 1864, em Pedras de Fogo, Paraíba, e faleceu no Recife, no dia 28 de novembro de 1916.

Fez o Curso de Humanidades no Liceu Paraibano, pretendendo seguir a carreira jurídica, mas predominou nele o espírito jornalístico e abandonou o curso de Direito. Em pouco tempo, pelo talento e pela coragem, notabilizou-se entre os intelectuais da Paraíba e de outros Estados, inclusive no Rio de Janeiro, escrevendo em A Gazeta e outros jornais. Polemista temido assumia sempre posições contrárias ao governo, mas o caráter íntegro impedia-lhe de usar a Lei de Talião. Mantinha atitudes nobres, linguagem esmerada, estilo sóbrio e elegante.

Dirigia o jornal O Comércio, de sua propriedade, tendo a oportunidade de demonstrar a sua fortaleza, coragem e dignidade; denunciava e criticava com inteligência os desmandos oficiais, numa luta incansável em defesa do seu povo, do seu Estado, sendo, por isso, muito censurado, caluniado e perseguido, principalmente pelo Presidente da Província, o Dr. José Peregrino de Araújo, que mandou destruir as instalações de O Comércio, num ato de revanchismo, violência e crueldade. Arthur Achilles, no entanto, não desanimou; buscou todas as formas e, dois meses mais tarde, o seu jornal ressurgia mais forte e mais combativo. Infelizmente, a grave crise da economia, que sempre persistiu na Paraíba, impôs o fechamento do matutino durante a sua fase mais gloriosa. Para sobreviver, viu-se obrigado a aceitar um mísero emprego público, assumindo a direção do Arquivo do Estado, afastando-se logo depois, por motivos de saúde.

 

E O COMÉRCIO foi para ele o seu livro precioso, onde se encontra tudo que há de compatível com o seu talento. Consultem as coleções de O COMÉRCIO, leiam os seus artigos ora doutrinários, ora de crítica, ora batendo-se por uma idéia beneficiando o comércio ou a sociedade. Leiam a sua cotidiana seção SUBTIS sob a assinatura ROSTAN, na qual comentava o fato do dia com o máximo critério e lógica admirável” (Coriolano de Medeiros).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALMEIDA, Maurílio Augusto de. Cadeira nº. 7, in Revista da Academia Paraibana de Letras, nº. 9, João Pessoa, 1984, p73.

MEDEIROS, Coriolano de. Arthur Achilles, in Revista da Academia Paraibana de Letras, nº. 3, João Pessoa, 1948, p81.

 

REINALDO OLIVEIRA

FUNDADOR

 

REINALDO OLIVEIRA Sobrinho nasceu em João Pessoa, nodia 3 de fevereiro de 1914, filho de José Clementino de Oliveira e América Pinho de Oliveira.

Fez o curso primário com a professora Emerentina Coelho e Ana Lianza, complementando na Escola Modelo do Estado; depois, no Liceu Paraibano, fez o pré-universitário no Ginásio Pernambucano, no Recife, onde cursou o 1º. ano de Direito, não concluindo a universidade.

Ingressou na vida pública como funcionário federal. Atualmente aposentado, ocupou os cargos: Secretário do Instituto de Física da Universidade Federal da Paraíba; Secretário do IBAM-PB; Auxiliar de operador do Instituto do Açúcar e do Álcool-PB; Oficial de Gabinete do Governo do Pará; Secretário e Prefeito do município de Areia, Paraíba; Técnico Judiciário da Justiça Federal – Seção da Paraíba.

Muito cedo começou a escrever nos jornais; na década de 30 já figurava nos quadros do jornal A Imprensa, órgão pertencente à Diocese da Paraíba, sob a direção de D. Carlos Coelho; posteriormente, passou a colaborar em diversos jornais de João Pessoa e do Recife. Atualmente dedica-se à pesquisa histórica.

É membro da Associação Paraibana de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba, da União Brasileira de Escritores e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica.

Publicou os livros: Esboço de monografia do município de Areia, 1958; Terras de Massapé, 1968; Sertões de Bruxaxá, 1980; Variações do Folclore na Paraíba, 1990; Prosa Paraibana, 1996; Anotações para a História da Paraíba, 1º Tomo, 2002; Anotações para a História da Paraíba, 2º Tomo, 2004.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 23 de abril de 1965, sendo-lhe outorgada a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Arquivo do IHGP.

 

 

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CADEIRA Nº. 17

PATRONO: SERAPHICO DA NÓBREGA

FUNDADOR: ALFREDO SCHMALZ

OCUPANTE: TANCREDO TORRES

 



SERAPHICO DA NÓBREGA

PATRONO

 

Francisco SERAPHICO DA NÓBREGA nasceu no dia 28 de novembro de 1863, no município de Santa Luzia, sertão da Paraíba, na fazenda Ramadinha. Filho de Manoel Maximiano da Nóbrega e D. Gertrudes Cristina de Maria Nóbrega (primos). Seu pai era conhecido como o “Capitão Neco da Ramadinha”, fazendeiro de Santa Luzia. Era casado com D. Verônica da Cunha Nóbrega, nascida de tradicional família de Jardim do Seridó, e dessa união deixou os filhos Maria da Conceição e Francisco Filho.

Seraphico aprendeu as primeiras letras com professores particulares e na terra natal concluiu o curso primário. Fez os preparatórios no Liceu Paraibano, matriculando-se, em seguida, na Faculdade de Direito do Recife, transferindo-se depois para a Faculdade do Rio de Janeiro, bacharelando-se em 1894.

Para custear seus estudos trabalhou lecionando em vários educandários da então Capital Federal, ensinando Francês e Latim, matérias em que era versado. Destacou-se no fórum carioca, mas não aceitou sua nomeação para o cargo de Presidente da 14ª. Comissão Seccional da Comissão Central de Assistência Judiciária, retornando à Paraíba.

Em 1901, foi nomeado Juiz Substituto Federal na Paraíba, pelo Presidente Campos Sales, que também o nomeou como Juiz de Direito do Estado de Mato Grosso.

A magistratura não era, porém, a sua inclinação. O que queria ser era advogado e político. Deputado Estadual em 1904, e eleito 2º. Vice-Presidente na chapa do Presidente Álvaro Machado, foi convocado para participar do corpo de colaboradores do jornal oficial. Exerceu a Presidência do Estado, durante a ausência do titular, de 12 de fevereiro de 1905 até 05 de junho do mesmo ano. Em 1906, foi nomeado Diretor  Geral da Instrução Pública e do Liceu Paraibano. Foi membro da Câmara Federal, eleito em 1909 e reeleito em 1911, onde liderou a bancada paraibana no Palácio Tiradentes.

Com a queda política dos partidários de Álvaro Machado recolheu-se à vida privada e à advocacia. Retornou mais tarde à política, elegendo-se deputado à Assembléia Legislativa, em 1916, reconduzido em sucessivas eleições até 1927. Exerceu a Procuradoria Geral do Estado nos governos de João Suassuna, João Pessoa e Álvaro de Carvalho, sendo exonerado em 1931, retornando a Santa Luzia.

Em 1935, elegeu-se novamente deputado estadual, mas seu estado de saúde não permitiu investir-se do mandato, falecendo a 24 de maio de 1935.

Francisco Seraphico da Nóbrega foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e seu primeiro Presidente, em 1905.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

PEREIRA, Joacil de Britto. O Gentil-Homem do Sabugi (Discurso de posse no IHGP), João Pessoa, Imprensa Universitária, 1972.

NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época, João Pessoa, UFPB, 1962.

TORRES, Francisco Tancredo. Discurso de posse no IHGP, Areia, Livro Rápido, 2003.

 

CARLOS SCHMALZ

FUNDADOR

 

Alfredo CARLOS SCHMALZ nasceu em Duisburg, Renânia do Norte, na Alemanha no dia 14 de abril de 1916, tendo se naturalizado brasileiro em 1949. Era filho do casal Alfred Hermann Schmalz e Anna Elizabeth Hendricks Schmalz. Casou-se em 1941 com a olindense Carmem Coelho Leal, com quem teve os filhos: Anna Elizabeth, Eduardo, Judith, Maria Alice, Maria Clara e Alfredo Huberti. Em 1960 ficou viúvo e após três anos casou-se, em segundas núpcias, com a alemã  Maria Josefa Roeloffs, sendo Ângela Maria fruto dessa união. Residia no Recife, onde faleceu a 02 de dezembro de 2002.

Fez os cursos primário e secundário na Alemanha, onde decidiu abraçar a vida monástica seguindo os ditames de São Bento de Núrsia, como monge beneditino. Com as perseguições do regime hitlerista na Alemanha, Schmalz resolveu vir para o Brasil, aonde chegou em 1933, em Olinda, sendo acolhido no Mosteiro e São Bento.

Em 1948, formou em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco, e, em 1953, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Ele era detentor dos cursos: Estudos Teológicos e Humanísticos (Salvador, 1936/39); habilitação à Cadeira de Introdução à Ciência do Direito; curso de Aperfeiçoamento, na Alemanha; Mestrado em Direito (UFPE).

Dedicou-se à advocacia e ao ensino nas Universidades Federais de Pernambuco e da Paraíba, na Faculdade de Direito de Olinda, na Faculdade de Direito da Sociedade Caruaruense de Ensino Superior e no Seminário Teológico do Mosteiro de São Bento, Olinda. 

Historiador, jurista, escritor, jornalista do Diário de Pernambuco e jornal A Tribuna, Tradutor Oficial do Estado de Pernambuco, pertenceu às seguintes entidades: Academia Olindense de Letras (cadeira nº. 5); Instituto Histórico de Olinda; Instituto Hans Staden, de São Paulo; Instituto de Genealogia Brasileiro; Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Pernambuco; Associação de Imprensa de Pernambuco; sócio da Mercator-Geselchaft, em Duisburg, Alemanha; membro efetivo da International Association for Germanic  Studies, em Princeton, EUA; Instituto Interamericano de Germanistic, Rosário, Argentina; Associação Interamericana  de Direito Romano, México. Também fez parte das seguintes ordens religiosas: São Francisco de Olinda, Irmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Militares e Santa Casa de Misericórdia do Recife.

Títulos honoríficos: Cidadão Honorário de Olinda; Medalha Oficial “João de Ramalho”, do Instituto Genealógico Brasileiro, São Paulo; Medalha da Academia Pernambucana de Letras; Medalha do IV Centenário de Goiana; Cruz de Merecimento de 1ª. classe (Das Verdienstkreuz – I. Klasse), da República Federal da Alemanha; Medalha do Tricentenário da Restauração Pernambucana, Medalha Deodoro; Medalha Deodoro; Medalha Duarte Coelho; e Medalha do Estado do Rio Grande do Sul – 150 anos de colonização.

Publicações: Wirklieckrei und vermagen, Recife, 1958; Cadernos Olindenses e Coleção Katoholon: I História, 1960; II História do Direito, 1961; III A Febre Amarela ao tempo da Restauração das Ordens Religiosas em Pernambuco, 1963; IV Alemães em Pernambuco, 1964; V A Sesmaria, 1965; VI Aspectos da Paraíba Colonial, 1966; VII Agrarreform in Brasilien, 1967; Três Estados Germano-brasileiros, 1968; Maurício de Nassau após a volta ao Brasil, 1968; Direito e Justiça na Filosofia do Direito, João Pessoa, 1968;  Prática Forense na donatária de Pernambuco, 1970; Olinda, sempre, 1970; Introdução Histórica à Evolução de Pernambuco, 1º. e 2º. Volumes, Recife, 1971; Cidadão de Olinda (Discurso), 1972; Trabalhos Literários na AOL, 1973; História do Direito: Doação/Fidúcia + processo, 1973; A Teoria de Radebeich na Hermenêutica de Direito, in Revista da Faculdade de Direito de Caruaru.

Além dos livros, Carlos Schmalz publicou diversos artigos em revistas, entre estas: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano; Revista da Faculdade de Direito do Recife; da Faculdade de Direito de Caruaru; Academia Olindense de Letras; Faculdade de Filosofia da Paraíba e de Pernambuco. Também escreveu no Anuário e Olinda; Cadernos de História de João Pessoa e Pernambuco; e nos jornais: A Tribuna, Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio, Rheinnische Post, da Alemanha, de 1951 a 1973.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 14 de agosto de 1965.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:

Arquivo do IHGP.

TORRES, Francisco Tancredo Torres. Discurso de posse no IHGP.

 

TANCREDO TORRES

Atual ocupante

 

FRANCISCO TANCREDO TORRES, filho de Joaquim Vitório Torres e de Leonélia (Nely) de Gouveia Torres, natural da cidade de Esperança, Estado da Paraíba, onde nasceu a 18 de abril do ano de 1928. Somente um ano e três meses residiu naquela cidade, onde seu genitor possuía loja de tecidos e variedades, deslocando-se para a Capital do Estado, onde explorou o mesmo ramo comercial, acrescentado com secos e molhados. Posteriormente retornou à agricultura de onde provinha, cultivando na propriedade Tanques, do município de Areia,  e atualmente no município de Remígio.

Tancredo Torres, areiense por distinção com o título de cidadania que lhe foi conferido pela Prefeitura e Câmara Municipal de Areia, conforme lei municipal nº. 191/78, de 13 de julho de 1978, passou a residir na cidade de Areia em 1945, concluindo o Curso Médio da Escola de Agronomia do Nordeste, que lhe conferiu o diploma de Técnico Agrícola, em 28 de novembro de 1948.

  Em 1949 foi nomeado para o serviço público federal, passando a exercer o cargo de Técnico Agrícola do Ministério da Agricultura e servindo no Posto de Defesa Sanitária Vegetal da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal sediado na cidade de Fortaleza, Capital do Estado do Ceará. Em 1951 foi transferido, a pedido, para a Escola Agrotécnica “João Coimbra”, sediada no município de Barreiros, Estado de Pernambuco e pertencente à Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura, onde, além de exercer funções técnicas, lecionou várias disciplinas aos alunos dos Cursos de Iniciação Agrícola, Mestria Agrícola e Agrotécnico, que correspondiam aos Cursos Ginasial e Científico. Como funcionário federal foi efetivado por Concurso do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), obtendo classificação em 1º lugar no Estado de Pernambuco e 10º lugar em todo Brasil. Com a  alteração  geral do quadro de pessoal do Ministério da Agricultura, passou a exercer suas funções públicas na Escola de Agronomia do Nordeste, em Areia, Paraíba, em 1958, e, passando à função gratificada de Secretário Geral do mesmo Estabelecimento a partir de 1961 até 1974,  quando  passou a secretariar a Coordenadoria do Curso Superior de Agronomia. Aposentou-se em 1988, perfazendo 27 anos como Secretário e 30 anos e cinco dias na mesma Instituição, a qual passou a pertencer à Universidade Federal da Paraíba, agora com a denominação de Centro de Ciências Agrárias da UFPB.

  Participou sempre de movimentos culturais desde a escola primária e mesmo antes por instruções de sua genitora Nely de Gouveia Torres, iniciando atividades no jornalzinho O Escolar, fundado pela Mestra Maria Auxiliadora de Carvalho e Silva (Dorinha), 1937.

  Ainda em Barreiros, na Escola Agrotécnica, fazia parte do Centro Cultural e fundou o jornal O Labor. Tem sido praticamente um jornalista especial, fixando a notícia dos acontecimentos da tradicional cidade de Areia. Para qualquer fase comemorativa de Areia Tancredo fundava um jornal para divulgar o acontecimento. Foi assim a fundação dos jornais comemorativos do Jubileu de Ouro da religiosa de Madre Iluminaris Allger (1969); jornal comemorativo dos 30 anos da chegada das Irmãs Alemãs Franciscanas de Dillingen (1977); dos 30 anos de Paroquiato em Areia do Padre Ruy Barreira Vieira (1979), do jubileu de ouro da vida religiosa de Madre Justitia Kaether (1981), do jubileu de ouro das Ciências Agrárias da UFPB (1986). Foi o idealizador e fundador do jornal paroquial O Areiense, onde foi Secretário de 1979 a 1984. Seus trabalhos eram publicados nos jornais locais A Cidade e o Jubilar, no Diário da Borborema, de Campina Grande; no Escolar, de Remígio; em A União, O Norte e O Momento, de João Pessoa.

Grande parte da História de Areia está nos seus escritos, com um texto irretocável.

Títulos e Honrarias: Medalha de ouro e prata concedida pela Escola de Agronomia do Nordeste (1964) por bons serviços prestados à Instituição; Diploma de Honra ao Mérito “Dr. Araújo Barros” concedido pela Loja Maçônica Professor Leônidas Santiago – Areia; 1986; Diploma de Honra ao Mérito do Centenário de Antônio Benvindo de Vasconcelos; Símbolo do Centenário de José Américo de Almeida, 1987; Diploma de Honra ao mérito do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba – 10a. Noite de Cultura – 1995; Placa de Prata – Comenda Professor Américo Perazzo, 1996; Placa de Prata “Honra ao Mérito” pelos Engenheiros Agrônomos do ano de 1973 da Escola de Agronomia do Nordeste, 1997; Diploma de Honra concedido pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba – 1998; Prêmio Pedro Américo, no Festival de Arte de Areia – 1998; Comenda do Theatro Santa Ignez de Alagoa Grande, 1999; Certificado de Paraninfo Geral dos Engenheiros Agrônomos e dos Zootecnistas do Período 2002.1 – do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba – 2003; Placa de prata “Honra ao Mérito” concedida pelos Engenheiros Agrônomos de 1968 – no 35º Encontro – da Escola de Agronomia do Nordeste, 2004; Diploma do Banco do Brasil Agência de Areia “como reconhecimento à sua fidelidade como um dos 80 clientes mais antigos no Estabelecimento”.

É sócio efetivo do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e do Instituto Histórico e Geográfico de Campina – Cadeira nº. 20. Sócio correspondente da Academia de Letras de Mossoró, RN, 1991 e da Academia de Letras de Campina Grande, 2002. É Sócio Benemérito da Sociedade de Cultura Musical da Paraíba, 1997. Possui o Diploma de Reconhecimento pela abnegação, dedicação e trabalho para com a aprendizagem das Ciências Agrárias conferido pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e agronomia – CREA – PB e Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba – CCA –UFPB,  Diploma de honra ao Mérito da Associação das Amigas do Lar de Esperança como homenagem aos filhos de Esperança que se têm destacado em vários campos da atividade humana e Certificado de Membro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Areia – 1989.

Livros publicados: Lampejos de uma vida sacerdotal, em cooperação com Dom Epaminondas José de Araújo e Professora Maria das Vitórias Silva – 1994; Meio século de música em Areia” 1938 – 1988, 1995; 60 anos da ex-Escola de Agronomia do Nordeste,1996; Homenagem ao Cônego Odilon Benvindo de Almeida e Albuquerque – 150 anos de nascimento – 1996; Areia – Paróquia e Pároco – 40 anos, 1991; Pedro Américo, 2001; Discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, 2003.

  Plaquetas: pela fundação Guimarães Duque e pela Fundação Vingt-Un Rosado, de Mossoró-RN.: Saudação ao Professor Jayme Coelho de Moraes, 1988; Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques – Educação e Episcopado, 1990; Um Município da Paraíba – Areia; Cônego Manuel Tobias Vitório, 1992; Areia e a Abolição da Escravatura, 1992; Sesquicentenário do Nascimento do Pintor Pedro Américo, 1993; Homo Nordestinus, 1993; Monsenhor Francisco Coelho de Albuquerque, 1879 – 1979, 1999; Júlia Leal, 1999; Coronel Antônio Pereira dos Anjos – 1997; Centenário da Igreja do Patrocínio de Remígio, 1999; Um areiense na Academia de Música da Paraíba, 1997; Manoel da Silva – O Apóstolo da Abolição, 1998; Antonio Benvindo de Vasconcelos – Centenário de Nascimento, 1999; A Escola de Agronomia do Nordeste completou 60 anos, 1997; Cinqüenta anos de Herbário de Areia-PB, 1997; Américo Perazzo, 1997.

 Além destas publicações, fez apresentações e prefácios dos livros O Sesmeiro do Jardim, Líricas e outras lembranças e outros. Discursou na recepção ao Embaixador Dr. Jorge Pires do Rio, bisneto do Pintor Pedro Américo de Figueiredo e Mello, na Casa “Pedro Américo”, em Areia, 2001; fez discursos em vários centenários: Elpídio Josué de Almeida, Américo Perazzo, José Rufino de Almeida, José Castor Gondim e na aposição de retratos na Galeria de Areienses Ilustres: Julia Leal, Cônego. Manoel Tobias Vitório, Cel. Antônio Pereira dos Anjos.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 19 de setembro de 2003, sendo saudado pelo historiador Luiz Hugo Guimarães.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Curriculum vitæ do associado.

 

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