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INSTITUTO HISTÓRICO
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Cadeira Nº. 04 do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano - IHGP
PATRONO: HELIODORO PIRES
FUNDADORA: EUDÉSIA VIEIRA
OCUPANTE: FLÁVIO SÁTIRO

FLÁVIO SÁTIRO
FLÁVIO SÁTIRO Fernandes nasceu
em Patos a 13 de janeiro de 1942, filho de Sebastião Fernandes e Emília Sátiro
Fernandes. Casado com Eliane Dutra Sátiro Fernandes, tem os filhos Flávio
Sátiro Fernandes Filho (advogado), Roberto, Dario e Érico, e os netos Flávio
Neto, Danielle e Caio
Fez os estudos primários e
ginasiais na cidade natal, transferindo-se, em seguida, para o Recife, onde se
matriculou no Colégio Padre Félix, para cursar os estudos colegiais. Em 1960
ingressou na Faculdade de Direito do Recife, por onde se graduou em 1964.
Voltando a Patos, passou a
exercer a advocacia, tendo sido nomeado Advogado de Ofício daquela Comarca.
Ainda em Patos, fundou, em 1969, juntamente com José Gomes Alves, a Faculdade
de Ciências Econômicas, da qual foi o primeiro diretor. Lecionou, também, na
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e foi o primeiro Diretor da Escola de
Agronomia e Medicina Veterinária de Patos, que daria lugar à criação do atual
Campus VI da Universidade Federal da Paraíba.
Em janeiro de 1974 é nomeado
membro do Conselho Estadual de Educação e em maio do mesmo ano assumiu a
Secretaria do Interior e Justiça do Estado. Deixando este cargo em março do ano
seguinte, passou a exercer o de Procurador Geral do Tribunal de Contas do
Estado, até setembro de 1975, quando é nomeado Conselheiro daquela Corte. No
Tribunal de Contas exerceu diferentes funções, tendo sido seu Presidente em
três períodos e atualmente é Corregedor.
Em 1977, ingressou na
Universidade Federal da Paraíba como Professor Colaborador, passando, em
seguida, às categorias de Professor Assistente e Professor Adjunto. Na UFPB
exerceu os cargos de membro da Câmara Departamental, do Departamento de Direito
Público; representante (suplente) do Centro de Ciências Sociais Aplicadas
(CCSA) junto ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) e do
CONSUNI.
Tem curso de Especialização em
Direito e em Metodologia do Ensino Superior; curso de Mestrado em Filosofia,
pela Universidade Federal da Paraíba e curso de Doutorado pela Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo (Largo do São Francisco).
Membro de diferentes
instituições culturais, pertence, entre outras, ao
Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (São Paulo), Associação
Brasileira dos Constitucionalistas – Instituto Pimenta Bueno (São Paulo),
Academia Paraibana de Letras, Instituto Brasileiro de Genealogia (São Paulo),
Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica.
Ingressou no IHGP no dia 14 de
dezembro de 1980, pronunciando discurso sob o título Sinopse da História Constitucional da Paraíba; foi saudado pelo
historiador Deusdedit de Vasconcelos Leitão. Recebeu a Medalha do Mérito
Cultural “José Maria dos Santos” do IHGP.
É autor de diversos livros, não
só de cunho jurídico (Conheça a
Constituição, Aspectos do Direito Público,
Manual do Prefeito e do Vereador, O Poder da Reforma Constitucional) e
outros estudos, mas também de natureza literária, dentre os quais se destacam
dois romances (Festa de Setembro e Cruz da Menina) e um de poesias (Geografia do Corpo). Publicou em 1985 um
trabalho sobre os constituintes e constituições paraibanas, intitulado História Constitucional da Paraíba. São
também de sua autoria as plaquetas Augusto
dos Anjos e a Escola do Recife, Dos crimes
licitatórios e Prestação de contas –
instrumento de transparência da Administração. No ano 2000, publicou Ernani Sátiro, na Coleção PARAÍBA NOMES
DO SÉCULO, editado pela A União e Subsídios para a História do Ginásio
Diocesano de Patos.
REFERÊNCIA BIBLOGRÁFICA:
Currículo de Flávio Sátiro Fernandes.
Clique aqui e
veja o site de Flávio Sátiro Fernandes
HELIODORO PIRES
PATRONO
Estudou no Seminário do Ceará,
recebendo ordens em 1911, por D. Luis de Brito. Iniciou o sacerdócio em
Cajazeiras, levado por D. Moisés Coelho para instalar a Diocese daquela cidade.
Posteriormente, transferiu-se para o Recife, seguindo dali para os Estados do
Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. No Rio de Janeiro organizou
os vitrais da igreja de São Judas Tadeu, composto dos maiores vultos religiosos
nacionais. Dedicou-se aos estudos e ao trabalho, tornando-se especialista em
literatura católica, estudioso das artes sacras e da história da igreja brasileira.
Atuou na imprensa do Recife
publicando trabalhos no Jornal do
Comércio e
São de sua autoria: Pe. Inácio Rolim, 1ª. Edição publicada
em 1971,
PIRES, Heliodoro. Padre
Mestre Inácio Rolim, um trecho da colonização do Norte brasileiro e Padre
Rolim, 2ª. ed. Teresina, Grupo Claudino, 1991.
Revista do IHGP, vol. 18, João Pessoa.
FUNDADORA
Estudou o primário na escola
particular de D. Isabel
Cavalcanti Monteiro; diplomou-se professora na Escola Normal do
Estado, em 1911, tendo sido a oradora da turma. Iniciou a carreira do
magistério dando aulas particulares; somente em 1915, através de concurso
público, ingressou no magistério oficial. Foi designada para ministrar aulas em
Serraria, mais tarde transferiu-separa Santa Rita e, finalmente, para a capital
do Estado.
Em 1917, já casada, decidiu ser
médica. Contrariando a vontade do marido e enfrentando todos os obstáculos e
preconceitos da época, preparou-se e submeteu-se às provas da Faculdade de
Medicina do Recife e, em 1934, teve o orgulho de ser a única mulher numa turma
de homens a receber o grau de Doutora. Aqui
Professora, médica, jornalista e
poetisa, ingressou no Instituto em 3 de junho de 1922.
Como professora se preocupou
muito com a qualidade do livro didático adotado nas escolas primárias e, com
muito sacrifício, conseguiu elaborar e editar dois livros e adotá-los nas
escolas oficiais do Estado.
Como médica, dedicou-se com
extremado desvelo às clientes, orientando-as, principalmente na questão
pré-natal, numa época em que este exame era totalmente desconhecido pela
maioria das mulheres; como escritora, jornalista e poetisa
foi muito atuante. Colaborava na revista Era Nova, nos jornais
O Norte, A União, A Imprensa, A Gazeta do Recife e
Eudésia Vieira considera fato
marcante de sua vida a conversão ao catolicismo. Depois desse acontecimento
tornou-se devota de Nossa Senhora de Fátima, a quem atribuiu o milagre de seu
salvamento, em 1943, quando o navio em que viajava do Rio de Janeiro para João
Pessoa foi torpedeado por um submarino alemão nas costas da Bahia. Em 1974,
recebeu o título de Cidadã Benemérita da Paraíba e, quando faleceu, foi
homenageada com o seu nome dado a uma das ruas do Bairro dos Estados.
Deixou publicados os livros: Terra dos Tabajaras (livro didático); Pontos de História da Paraíba
(didático); Cerne Contorcido e Cirros e Nimbos (poesias); Mistério de Fátima; Conferência; Dois Episódios
de uma Vida; A Minha Conversão e D.
Ulrico Sonntag; Poema do Sentenciado;
Síndrome do Schikelé (tese de
doutorado); O Torpedeamento do Afonso
Pena.
OLIVEIRA, Anice de Brto Lira. Biografia de Eudésia Vieira – trabalho datilografado, apresentado
na Academia Paraibana de Letras durante o I Círculo de Autores Paraibanos, 1986.
PORDEUS, Teresinha Ramalho. História da Paraíba na sala de aula. Editora Universitária, 2º. ed., 1978.
GUIMARÃES, Luiz Hugo. Memorial do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.
2005.