MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01CB1F4F.54E71960" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Windows® Internet Explorer®. ------=_NextPart_01CB1F4F.54E71960 Content-Location: file:///C:/51D456A1/discurso_posse_ricardo_bezerra.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii"
INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO PARAIBANO

SOLENIDADE DE POSSE
de
RICARDO BEZERRA
Cadeira nº 50
Patrono JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
19 de Junho de 2010
Discurso de Posse de RICARDO BEZERRA como
Sócio Efetivo do INSTITUTO HISTÓRI=
CO E
GEOGRÁFICO PARAIBANO
Terceiro ocupante na Cadeira nº 50
cujo Patrono é JOSÉ AMÉRICO=
DE
ALMEIDA
sendo Fundador CLEANTHO DE PAIVA LEITE
aceito em 10 de março de 1940
com posse em 14 de abril de 1940
tendo como Segundo ocupante JOSÉ RAFAEL DE
MENEZES
com posse
eleito em 08 de setembro de 1993

SAUDA&Ccedi= l;ÃO
Senhoras=
e
Senhores: &nbs=
p;
=
Mais uma vez honra-me a convocação para saudar outro n=
ovel
sócio efetivo que ingressa no quadro de sócios efetivos do gl=
orioso
Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Desta vez o IHGP =
abre
suas portas para receber o poeta, genealogista, jurista e historiador Ricar=
do
Tadeu Feitosa Bezerra. Nascido na Paraíba, Capital, aos 20 de agosto=
de
1962. O novel sócio é o mais jovem integrante do IHGP, com 48
anos de idade, filho do Sr. Aluízio Bezerra da Silva e de Dona
Áurea Feitosa Bezerra. Casado com a Sra. Aline de Lourdes Lustosa
Carvalho Feitosa Bezerra, natural de Campina Grande. Desta união
nasceram os filhos Ricardo Filho e Rafael. Conferencista e Promotor de even=
tos
culturais Ricardo Bezerra cursou o primário no Grupo Escolar Santo
Antônio, no bairro do Jaguaribe, nesta Capital; o ginásio foi
realizado no Colégio Estadual do ABC, também no mesmo bairro,=
e o
colegial no Colégio Arquidiocesano Pio XII. Ingressou na Universidade
Federal da Paraíba no ano de 1981 e graduou-se em Ciências
jurídicas no ano de 1986. Como poeta o nosso recipiendário
publicou três livros: “Realidade e Sonho” em 1982, com 20
anos de idade; “Tempo Presente” publicado em 1983; e, “Olhos do Tempo”, no a=
no de
2000. Como Jurista é de sua lavra o livro “Deficiência
Imunológica” - a AIDS, a Vida e o Dinheiro, que veio a lume no=
ano
de 1994; além de contar com inúmeros artigos publicados na
imprensa especializada, a exemplo do portal jurídico CORREIOFORENSE.=
No
campo da Genealogia Ricardo publicou no ano de 1993, “Mano Jones̶=
1;,
um estudo de linhagem do poeta Manoel dos Anjos, fundador da Academia Parai=
bana
de Poesia, pai da saudosa Creusa Pires. No ano de 2009, Ricardo nos trouxe
“História da Academia Paraibana de Poesia”; nesta obra o
escritor tenta conciliar as várias versões sobre a
fundação daquela instituição, em amplo estudo
crítico. De sua lavra ainda anotamos: “Manoel dos Anjos –
1889-
&n= bsp; O nosso empossando é membro efetivo da Academia Paraibana de Poesia, o= nde ocupa a cadeira nº 1 que tem por patrono o poeta Manoel dos Anjos, e é seu atual Vice-Presidente. È membro efetivo e titular da cadeira nº 6 que tem como Patrono Antonio Victoriano Freire, do Instit= uto Paraibano de Genealogia e Heráldica; instituição idealizada e fundada pelo saudoso mestre Deusdedit de Vasconcelos Leitão; da Academia de Letras e Artes do Nordeste, Secç&atild= e;o da Paraíba, onde ocupa a Cadeira nº 18 que tem como Patrono Monsenhor Vieira; é representante no Nordeste, da Ordem Nacional de Escritores; é Presidente da União Brasileira de Escritores da Paraíba – UBE; é ainda membro da Associaçã= ;o Paraibana de Imprensa, Instituidor da Fundação Fortaleza de S= anta Catarina em Cabedelo, Paraíba, e de outras instituições daqui e além Paraíba. A Academia de Letras de Campina Grande = lhe ortogou o titulo de Sócio Correspondente, bem como a Federaç&= atilde;o Brasileira de entidade Trovista do Rido de Janeiro, o Clube de Trovadores Capixaba de Carapina, do Estado do Espírito Santo; Academia Brasilei= ra de Poesia, Petrópolis, Rio de Janeiro e outros mais. É detent= or de vários prêmios Literários em concursos que participo= u. Anotamos o de Personalidade Cultural da década neotrovista, conferido pela Prefeitura Municipal de Vila Velha, do Estado do Espírito Santo. “Troféu Aruanda” outorgado pela Caixa Econômica Federal da Paraíba, como melhor animador cultural de 1990; “Ho= nra ao Mérito Cultural” pelo Lions Clube de São Paulo e “Comenda Cultural Poeta Adabel Rocha” que lhe foi entregue pela Academia Paraibana de Poesia, no ano de 2000.
&n= bsp; Ricardo Bezerra é advogado militante, com escritório nesta Capital; é Advogado da Secretaria de Educação e Cultura do Esta= do da Paraíba, ocupando atualmente a Chefia da Assessoria Jurídi= ca da Fundação Espaço Cultural da Paraíba.
&n= bsp; Nosso empossando já teve experiência no magistério ao lecionar OSPB no Colégio Estadual Escritor José Lins do Rego e noções de Direito no SESC, tendo atuado como Juiz Leigo do Juizado Especial Civil da Comarca de Bayeux – Paraíba entre 20= 00 e 2002, onde foi agraciado com Diploma de Honra ao Mérito Profissional entre os 10 (dez) melhores do ano.
&n= bsp; Estes são senhoras e senhores alguns dos títulos e funções que Ricardo Bezerra exerceu ou recebeu ao longo da sua vida. De uma convivência de 25 anos (pois o conheci no ano de 1985, na livraria Livro 7, nesta Capital), bem sei de sua capacidade intelectual, de= sua persistência quando busca um objetivo e, sobretudo, dos seus anos dedicados à cultura.
&n= bsp; Com todos estes predicados de que é possuidor, certo estou de que Ricardo Bezerra veio para somar. Somar o seu sangue novo com a experiência dos que aqui labutam.
&n= bsp; Seja, pois, bem vindo ao nosso convívio.
&n= bsp; Muito obrigado!
&n= bsp; Adauto Ramos
&n= bsp;
Discurso de Posse
RICARDO BEZERRA
Exmo.sr. Pres=
idente
do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano
Dr. HUMBERTO FONSÊCA DE LUCENA
Em nome de quem saúdo os demais componentes da = mesa.
Ilmos. Confrades e Confreiras do IHGP e funcioná= ;rios deste sodalício.
Meus Senhores, Minhas Senhoras,
Meus Familiares, em especial a minha genitora Á= UREA FEITOSA BEZERRA, minha estimada esposa ALINE DE LOURDES LUSTOSA CARVALHO FEITOSA BEZERRA e meus filhos RICARDO FILHO e RAFAEL.
&n= bsp;  = ; Agrade= ço em primeiro lugar a Deus por esta oportunidade, porque mais uma vez tenho a certeza de que sou merecedor da sua graça.
CHEGANDO AO PÚLPITO DA CASA DE IRINEU PINTO
 =
; &n=
bsp;
&n= bsp;  = ; Venho nesta oportunidade falar para os presentes da honra de compor este sodalício e justificar o motivo que entendo como fundamento para min= ha eleição em 27 de março do corrente ano.
&n= bsp;  = ; Quero, antes de tudo, Senhor Presidente, AGRADECER aos Confrades que incentivaram a candidatura para que hoje eu estivesse aqui para ocupar uma vaga como sócio efetivo deste sodalício.
&n= bsp;  = ; Acredi= tar na pessoa, sim! Porque no meu trabalho não tenho dúvidas quan= to ao que já fiz e que agora assumo como compromisso perante a CASA DE IRINEU PINTO, guardiã da história, como bem asseverou a Historiadora e Ex-Presidente desta casa ROSILDA CARTAXO[1].
&n= bsp;  = ; Vislum= bro que o meu ingresso se deu pela “promoção de estudos de história e pela promoção da cultura̶= 1;. Estes dois itens constam como finalidade do IHGP em seu art. 2º do seu ESTAT= UTO SOCIAL[2], onde a candidatura para o preenchimento do Quadro de Associados se dá= ;, efetivamente, pela apresentação de “curriculum vitae” por requerimento de, no mínimo, três associados[3], que amparados nos requisitos já mencionados assim o fizeram para V.E= xa., Dr. Humberto Fonseca, como Presidente, que encaminhou para a Comissã= o de Admissão de Associado, sendo sufragado em 27 de fevereiro do corrente ano.
&n= bsp; &= nbsp; O Confrade ERNANDO LUIZ TEIXEIRA DE CARVALHO, ocupante da Cadeira 36, em seu discurso de posse, também utilizou a fundamentação do = art. 2º do Estatuto Social para justificar seu ingresso nesta casa de cultu= ra, já que tem convicção “ERRADA” de que não é historiador e nem geógrafo[4].
&n= bsp;  = ; HISTÓRIA nada mais é= ; do que “narração metódica dos fatos notáveis ocorrido na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral; como, conjunto de conhecimen= tos adquiridos através da tradição e/ou por meio dos docum= entos, relativos à evolução, ao passado da humanidadeR= 21;[5].
&n= bsp;  = ; Tenho certeza que só o Convite pessoal do amigo e Confrade JOSÉ OCTÁVIO DE ARRUDA MELO para integrar a relação de Escritores do livro CAPÍTULOS DE HISTÓRIA DA PARAÍB= A, coletânea que Coordenou juntamente com Evandro Nóbrega, Wellin= gton Aguiar e Gonzaga Rodrigues, para comemoração dos 400 anos da Paraíba, assim narrado pelo então Secretário de Educação José Loureiro Lopes, pág. 11, e public= ado em 1987, onde contribuo com a pesquisa sobre a História da Academia Paraibana de Poesia, pág. 582, já atende ao disposto no art. 2º do Estatuto Social do IHGP, amparando-se na definição= de HISTÓRIA acima descrita.
&n= bsp;  = ; Insati= sfeito, entreguei para a historiografia paraibana o livro HISTÓRIA DA ACADEM= IA PARAIBANA DE POESIA – 60 ANOS no dia 20 de agosto de 2009, quando completava e comemorava meus 47 anos de idade e que ALEXEI BUNEO agradece c= om “Muito obrigado pelo seu t&at= ilde;o bem pesquisado livro...”, onde acrescento que o trabalho nã= ;o se limitou apenas aos dados e datas históricas, mas um estudo histórico e crítico acerca da história e dos historiad= ores[6]<= /i>.
&n= bsp;  = ; Quanto aos atos de promoção= da cultura que realizo desde 1982, quando lancei meu primeiro livro de poe= sia, que me faço presente na promoção cultural do Estado da Paraíba, passando pelos grandes eventos nos idos de 80 do Gabinete Paraibano de Cultura e que se estendem aos dias de hoje com a Presidê= ncia da União Brasileira de Escritores da Paraíba. Em 1990, em virtude das ações culturais por mim promovidas, fui agraciado com o ̶= 0;Troféu Aruanda” como = melhor Animador Cultural do ano, fato este continuado no decorrer dos meus 28 anos= de promoção cultural e que respaldam o Imortal José Octávio de Arruda Melo a propagar que este é o legado para o reconhecimento que justifica minha eleição e posse na Cadeira nº 50.
&n= bsp;  = ; Meus passos por esta casa tiveram início com maior firmeza em 1983, quando então Presidente a Professora ROSILDA CARTAXO, denominada carinhosam= ente por minha pessoa de “Primeira Dama”, devido seu trabalho sobre = as Primeiras Damas da Paraíba (1989). Resgato neste momento sua luta em prol do ESCRITOR PARAIBANO que se concretizou na Lei 4.541/83 de 23 de nove= mbro de 1983, instituindo o dia 20 de Abril como o DIA DO ESCRITOR PARAIBANO, es= tando à frente do Poder Executivo o então Governador Wilson Leite Braga, onde o IHGP se torna a única Instituição Cultur= al a ser guardiã dos atos executórios da citada lei, sendo confidenciado esta luta em nossas conversas, restando caracterizado o poder= da história oral. Outro aspecto histórico é que ao tomar posse na Presidência do IHGP falou que “assumia para arrumar a casa”.
&n=
bsp;  =
; O
convívio não parou
&n= bsp;  = ; Os registros acima citados, agregados aos outros momentos de escrita e promoção cultural, proporcionaram que esta casa, GUARDI&Atild= e; DA HISTÓRIA, reconhecesse em 12 de outubro de 1993 o conjunto de obr= as e ações para conceder a minha pessoa a COMENDA DO MÉRITO CULTURAL JOSÉ MARIA DOS SANTOS= , principalmente pelo desempenho à frente do Gabinete Paraibano de Cultura – GPC, que uso neste momento de grande honra.
&n= bsp;  = ; Chego a esta casa, Senhor Presidente, com sede de beber o néctar da história que foi lançado em 07 de setembro de 1905 por Álvaro Lopes de Machado, idealizando o IHGP que hoje está materializado nesta edificação, no seu acervo e quadro de sócios, respaldado pelas humildes colaborações que como mortal pude trazer a mãe terra.
Patrono da = Cadeira nº 50
JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
&=
nbsp; A
matéria, o ser que ocupava apenas um espaço físico no
planeta terra nos deixou. Porém, o seu legado o imortalizou nã=
;o
só pela condição de sócio da Academia Brasileir=
a de
Letras ou do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, mas =
pelo
conjunto de sua contribuição
político-sócio-cultural que em 10 de março do corrente=
ano
vem compelir a Fundação Casa de José Américo a
promover na Paróquia de Santo Antonio, em Tambaú, nesta Capit=
al,
a celebração de 30 anos de falecimento que renova sua vida e =
sua
obra, provando que “NINGUÉM MORRE, ENQUANTO PERMANECE VIVO NO
CORAÇÃO DE ALGUÉM”, segundo Pe. Schimitt.
&n= bsp;  = ; Inicio, então, as referências Estatutárias abordando a vida e o= bra do HOMEM DE AREIA que como visionário, na citação R= 20;Eu vos dei as raízes, outros vos darão asas e o selo da perpetuidade”[7]<= /i>, entendeu que a “Imortalidade&= #8221; traduzida na “perpetuidade= 221; se dá pelos “outros”, ou seja, não basta apenas produzir, publicar e divulgar porque a verdadeira imortalidade ocorre por permanecer vivo no coração= de alguém e por este ser perpetuado.
&n= bsp;  = ; Jos&ea= cute; Américo de Almeida sofreu a seleção natural descrita p= or TATIANA BELINK[8],<= /u> quando diz: “É verdade= que se publica muito; mas é melhor publicar muito que não publicar nada. A seleção virá com o tempo, infalivelmente”= ;.
&n= bsp;  = ; Tomou posse como sócio efetivo em 18 de junho de 1911 no IHGP como Fundado= r da Cadeira nº 01 que tem como Patrono JOSÉ MARIA DOS SANTOS.
&n=
bsp;  =
; A
reforma estatutária durante o segundo mandato do Presidente JOACIL DE
BRITTO PEREIRA, em resolução aprovada em reunião de 24=
de
janeiro de 1992, aumentou para 50 o número de Cadeiras, que pela ref=
orma
estatutária de 25 de agosto de 1979, tendo como Presidente ANTONIO V=
ICTORIANO
FREIRE, era de 40 Cadeiras e que estas seriam preenchidas pelos sóci=
os
existentes daquela época, já que até então
não havia instalação de Colegiado com Cadeiras, mas ap=
enas
a condição de Sócio do IHGP, onde seriam considerados
fundadores das respectivas cadeiras, cabendo-lhes indicar o nome do seu
patrono, promovendo, assim, uma condição de dupla
posição societária na instituição que foi
ser Fundador da Cadeira nº 01 e Patrono da Cadeira nº 50[9].
&n= bsp;  = ; Observ= a-se que José Américo de Almeida ocasiona um fechamento numerológico, tendo assento na primeira cadeira e passando a égide de patrono na última cadeira deste sodalício.
&n=
bsp;  =
; Da
Cadeira nº 01 há de se registrar para manutenção =
da
Memória do IHGP que JOSÉ MARIA DOS SANTOS passou na reforma de
1979 de Sócio Correspondente para Patrono, onde, através de
Resolução, foi criada a COMENDA DO MERITO CULTURAL
“JOSÉ MARIA DOS SANTOS”, para homenagear pessoas e entid=
ades
que, de alguma maneira, tenham contribuído para o engrandecimento da
cultura paraibana[10]=
a>.
&n=
bsp; &=
nbsp; O
poeta esquecido nas páginas de “Quarto Minguante” de 1975
pode ser um reflexo do pensamento de MÁRIO QUINTANA quando diz que:
“Só em poesia é
permitido a um autor ser o seu próprio assunto...”[11]=
. Talvez isto justifique tão pouco se falar deste poeta que em 1=
976
recebeu, do Jornal A FOLHA DE SÃO PAULO, o Troféu JUCA PATO.<=
/p>
&n=
bsp;  =
; O
Intelectual do Ano de 1976 era
Sócio Efetivo da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS eleito em 1967 para
Cadeira nº 38, patroneada por Tobias Barreto e sucedendo Mauríc=
io
de Medeiros; como da ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS onde ocupava a Cadeira 35=
, da
qual foi um dos seus fundadores, tendo como Patrono o Escritor Raul Machado=
. &n=
bsp;  =
; Sua
vasta carreira política tem uma grade curricular que supera a
literária. Porém, não consigo imaginar o Políti=
co
José Américo de Almeida sem sua literatura, onde conseguiu
expressar com profundidade todo o vasto conhecimento regional e
transformá-lo em universal, como diria ARIANO SUASSUNA: “Toda cultura universal é
primeiramente regional”. Com isto, destacamos “A Bagaceira”, “ O Boqueirão” e “=
;Coiteiros” apenas para firma=
r o
regionalismo universal abordado por ANGELA BEZERRA DE CASTRO e biografado p=
or
MARIA DE LOURDES LEMOS LUNA e ADYLA ROCHA RABELLO. &n=
bsp;  =
; O
intróito de José Américo define que sua
vocação não era ser Padre, como desejava seu Tio-Padre
Odilon Benvindo. Assim, matricula-se no conceituado Liceu Paraibano e
conseqüente ingresso na Faculdade de Direito do Recife, referênc=
ia
educacional para todos naquela época. &n=
bsp;  =
; Detent=
or
do Bacharelado em Direito passou a exercer a Advocacia e logo foi nomeado p=
ara
Promotoria de Sousa, Procurador do Estado, Secretário de
Segurança Pública, Ministro da Aviação e Obras
Públicas, Interventor do Estado e Chefe do Governo Central da
União, com diversos mandatos de Deputado Federal, Senador e Governad=
or,
com demais outras atividades políticas que o consagrou “Conselheiro” para seus segui=
dores,
recolhido desde 1958 em sua mansão na Praia do Cabo Branco, hoje
FUNDAÇÃO CASA DE JOSÉ AMÉRICO presidida por Dra.
Letícia das Mercês Pinto Maia. &n=
bsp;  =
; O
vigor de José Américo pode se justificar pelo mel do Engenho =
Olho
D’Água, com sede nas alturas montanhosas de Areia, Paraí=
;ba,
quando encheu de sorriso e lágrimas a face dos seus pais Igná=
cio
de Augusto Almeida e Josefa Leal de Almeida em 10 de janeiro de 1877. &n=
bsp;  =
; Sua
árvore genealógica foi montada por ADAUTO RAMOS, hoje Preside=
nte
do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e Sócio do I=
HGP,
com seu tronco firmado mediante união civil e religiosa com D. Alice
Melo de Almeida com quem teve três filhos: Reynaldo, Selda e Jos&eacu=
te;
Américo Filho. &n=
bsp;  =
; O
“Homem de Areia” se=
nte na
face pálida do seu busto encravado sob os coqueirais da mansã=
o a
brisa do mar, onde os pés que não pisam mais as areias branca=
s do
Cabo Branco florescem em pisadas firmes na trajetória da sua Imortalidade. Imortalidade consagr=
ada no
livro JOSÉ AMÉRICO DE
ALMEIDA: A SAGA DE UMA VIDA do Escritor Joacil de Britto Pereira,
lançado em 2ª edição em 2010 para comemorar os 30
anos de falecimento do Solitário de Tambaú. &n=
bsp;  =
; A
princípio, acreditava-se que José Américo seria sepult=
ado
no Rio de Janeiro, por pertencer a Academia Brasileira de Letras, que possu=
i o Pantheon dos Imortais no
Cemitério São João Batista. Mas, mesmo assim, a vontad=
e do
Ministro era ser enterrado &n=
bsp;  =
; O
Solitário de Tambaú continua vivo para governar os vivos, como
disse o então Governador Tarcísio de Miranda Burity: “Os vivos são mais governados pe=
los
mortos do que pelos próprios vivos”. Fundador =
p>
CLEANTHO DE=
PAIVA
LEITE &n=
bsp;  =
; O
IHGP, ao ser fundado, admitia seus sócios e estes não dispunh=
am,
na época, de Colegiado e assento &n=
bsp;  =
; O
ingresso de Cleantho de Paiva Leite no IHGP ocorreu por aceitaç&atil=
de;o
em 10 de março de 1940, ocorrendo sua posse em 14 de abril do mesmo =
ano,
não sendo contemplado com assento na reforma de 1979. Mas, com a
reforma, pelo então Presidente JOACIL DE BRITTO PEREIRA, em 24 de
janeiro de 1992, que aumentou para 50 o número de Cadeiras, foi
então contemplado como Fundador da Cadeira 50, tendo como Patrono
José Américo de Almeida, não ocorrendo na época
Solenidade Festiva de Posse, pois já ocorrera em abril de 1940, onde
destaco que seu lapso temporal como ocupante fundador foi de apenas um (01)
ano, devido sua morte em Janeiro de 1993. &n=
bsp;  =
; Os
estudos feitos sobre o Fundador o definem como Jornalista, Advogado, Econom=
ista,
Administrador, Poliglota, Professor e Articulista Político. Neste
contexto, com base nas referências bibliográficas de Paulo
Mesquita Andrade e Sabiniano Maia, os argumentos justificatórios do
discurso acima, confirmam que alguns integrantes possuem valores que n&atil=
de;o
especificamente sejam tidos como historiadores. &n=
bsp;  =
; Casado
com Maria Cecília de Paiva Leite, nasceu no dia 24 de março de
1922, Segundo Ocu=
pante JOSÉ=
RAFAEL DE
MENEZES O Bacharel em Geografia e História pela Faculdade de Filoso=
fia
Manuel da Nóbrega e do Curso de Ciências Jurídicas e
Sociais pela Faculdade do Recife, demonstrou sua real sensibilidade à=
;s
artes quando iniciou no Jornalismo como cronista de cinema; principalmente
quando destaco que como Professor do Colégio Nossa Senhora de Lourdes
– LOURDINAS, de João Pessoa, fundou a Cadeira de Teoria do Cinema. &n=
bsp;  =
; Jos&ea=
cute;
Rafael de Menezes teve sua homenagem póstuma prestada em sessã=
;o
conjunta pela Academia Paraibana de Letras e Academia Paraibana de Cinema, =
onde
esta buscou ressaltar os valores do filmólogo e um dos mais importan=
tes
estudiosos do cinema. Fato este que consagra o Mestre como Patrono da Cadei=
ra
32, que tem como sócio efetivo Jomard Muniz de Brito[13]=
a>. &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; O
filho de Alcindo Bezerra de Menezes e Maria de Paula Menezes era das terras=
de
Monteiro, na Paraíba, nascido no dia 23 de agosto de 1924, onde exer=
ceu
a Promotoria em 1949, restando provado que ninguém se perde na volta=
. &n=
bsp;  =
; A
história oral nos permite resgatar pela narrativa da museóloga
Arminda Milanez Guimarães o apelido carinhoso de “ZICA”,
como as atenções para quem visitava sua casa que era repleta =
de
bibelôs ou bisquis. &n=
bsp;  =
; O
pernambucano por adoção, no conceito de Ana Izabel de Souza
Leão Andrade, Arquivista, não tinha pretensões de riqu=
eza
material, apenas d’alma, considerando que doou suas terras na Cidade =
de
Monteiro para o citado município, onde hoje abriga fonte de cultura =
pela
instalação de uma biblioteca. Outro fato com o mesmo teor da
personalidade desprendida dos bens materiais é a não
compensação dos cheques que lhe foram emitidos como pagamento=
de
palestras, sendo devolvido aos seus respectivos emissores. &n=
bsp;  =
; O
Professor e Filósofo José Rafael de Menezes, deixou inú=
;meras
contribuições escritas para o resgate da memória do ho=
mem
nordestino, dentre as quais citamos: Caminhos
do Cinema, que a meu ver era sua grande paixão e não foi
plenamente explorada; Paraibanos da
Faculdade de Direito do Recife; História
do Liceu Paraibano e Memó=
;rias
de um pau de arara; entre tantos outros trabalhos. &n=
bsp;  =
; Refer&=
ecirc;ncia
há que se fazer a FORTUNA
CRÍTICA do romancista, poeta, tradutor e memorialista ASCENDINO LEITE, onde José =
Rafael
de Menezes investiu nos escritos da ANTOLOGIA
DO JORNAL LITERÁRIO DE ASCENDINO LEITE, editado pela Editora Ideia em
2004, nesta Capital. &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; &n=
bsp;  =
; Homenagem ao
Historiador GERALDO EVANGELISTA =
&nb=
sp; =
&nb=
sp; =
&nb=
sp; =
Historiador é aquele que se dedica ao est=
udo
e pesquisa da história e esta é universal, sem fronteiras ou
naturalidade. &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; Aprendi
muito com meu amigo e historiador potiguar GERALDO LUCAS EVANGELISTA, que
falecido em 04 de fevereiro do corrente ano deixou para história dos
norteriograndenses um legado de amor às letras, onde o seminá=
rio
consolidou seu conhecimento e se transformou no maior fenômeno do
magistério potiguar; considerando que nas últimas três =
ou
quatro décadas todo estudante o teve como Professor GERALDÃO.=
&n=
bsp;  =
; As
definições claras e simples do que é um fortim, um for=
te e
uma fortaleza chamou a atenção para os equívocos dos
gestores, dos livros, placas e panfletos e do povo potiguar para que
observassem o tamanho, arquitetura, infra-estrutura e autonomia de suas
acomodações para a denominação correta de Forta=
leza
dos Reis Magos e não Forte, como era conhecido. Esta é a
história crítica, observadora que ultrapassa fronteiras. Geral=
do Lucas
Evangelista nasceu no dia 20 de outubro de 1.944 na Cidade de Natal, Rio Gr=
ande
do Norte, filho de Jorge Lucas Evangelista e Maria Eduvirgens Evangelista,
contraindo núpcias em 14 de Janeiro de 1967, na cidade de Macau, Rio
Grande do Norte, com a artista plástica Maria do Socorro de Oliveira
Evangelista (SOCORRO EVANGELISTA), nascida no dia 11 de Julho de 1944 na ci=
dade
de Macaíba, Rio Grande do Norte, filha de Graciano Francisco de Oliv=
eira
e Laura Maria de Oliveira. =
&nb=
sp; =
&nb=
sp; =
&nb=
sp;
Sobre GERALDO LUCAS EVANGELISTA, um capitulo novo na História do
Brasil, escreveu Gilberto Freire de Melo: Quando Pe. João Penha chegou a Macau, pelo início da
década de 50, do século passado, deu início a uma mara=
tona
de humanização dos seus fiéis, até então
entregues a uma pregação religiosa milenar, endereçada=
ao
homem das cavernas. Encontrou a população ativa de Macau
ameaçada pela mecanização das salinas e a juventude
entregue a ninguém, convivendo com um sistema de ensino que acabava =
no
curso primário, o que não era diferente com o Vale do A&ccedi=
l;u,
exceção feita à cidade pólo, que já cont=
ava
com o Colégio "Nsa. Sra. das Vitórias". Começou despertando as lideranças sindicais, fortalecendo=
-as,
e alertando a população para o problema de
mecanização das salinas, um advento que chegou e cujos efeitos
catastróficos ainda não foram superados. Criou o Grupo dos
Escoteiros e partiu para um tipo de educação
civilizatória, aliada ao curso ginasial que despertou na
população um afoitismo até aí hibernado e anima=
do
pela única esperança de melhores dias quando chegasse ao Reino
dos Céus. &=
nbsp; A
convocação dos habitantes,
para o engajamento na olimpíada do conhecimento, despertou.
Especialmente nos jovens, o entusiasmo pelo movimento evolucionista e conta=
giou
as paróquias vizinhas que se arrojaram na campanha prioritári=
a da
humanização, absorvendo as orientações evolutiv=
as
de D. Hélder Câmara, o príncipe religioso que fez
balançar os alicerces milenares do Vaticano e cujos efeitos nã=
;o
se estenderam para além da sua morte. Pondo em seus lugares cada liderança surgente, Pe. Penha entrego=
u a
Geraldo Lucas o Grupo de Escoteiros que se debruçou sobre uma plataf=
orma
educacional evolutiva, priorizando a humanização e anunciando
mudanças que se podiam reivindicar com os esforços
próprios e que exigiam o despertar de um marasmo eminentemente
maléfico ao futuro e aos destinos da população. Afastando-se eventualmente da chefia dos escoteiros, Geraldo Lucas
enveredou pelas vocações sacerdotais e foi para o
seminário religioso, embalado pelas ações paroquiais do
Vale do Açu, onde frutificava a predominância da
humanização sobre a evangelização, comandada por
Pe. João Penha, em Macau, Pe. José Luiz, em Pendências e
Pe. Américo Símonetti, em Açu, que, tendo como base
sustentável os sábios ensinamentos de D. Hélder, privi=
legiavam
a busca do pão sobre o domínio da fé. Assim, já no Seminário Maior, Geraldo Lucas, desencantado=
com
a pregação da Igreja Católica Secular que dava a
Bíblia a quem implorava o pão de cada dia, renunciou
sacerdócio e voltou a se engajar no enfrentamento dos problemas que
afligiam a população de Macau e do Vale do Açu. Empenhou-se no trabalho de Pe. Penha e, com a experiência adquiri=
da,
foi convocado pela comunidade de Pendências para montar a infra-estru=
tura
do Ginásio "Monsenhor Honório" Cuja criaç&at=
ilde;o
já engatinhava e que era a menina dos olhos de Pe. Zé Luiz. F=
oi
ai, já casado com a Professora Maria do Socorro, que fica rememorando
essas batalhas cujos méritos não foram ainda atribuído=
s ou
identificados, que viu, em 1967, a criação do Ginásio =
de Pendências,
de que participou com todo o seu potencial. Posteriormente, encontramo-lo Professor de História em Natal, co=
m a
mesma coragem que demonstrava, dando asas a informações
até então engavetadas nas salas de aula, cujos professores
não tinham autorização para repassar aos estudantes. E Geraldo ou Geraldão como pas=
sou a
ser chamado por colegas e por alunos, teve o topete de revelar que D.
João VI assaltou o Banco do Brasil, que Bernardo Vieira de Melo,
Domingos Jorge Velho, os irmãos José e Manoel de Moraes Navar=
ro,
aliados aos "Bandeirantes Paulistas", não passaram de
seqüestradores de escravos, assaltantes e saqueadores dos bens dos
índios, assassinando-os e estuprando suas mulheres que, não s=
endo
batizados, não tinham alma, o que eximia esses carrascos de qualquer
pena por crime ou pecado, além de várias outras
classif1cações criminosas que minimizariam os pecados dos atu=
ais
Fernandinhos-Beira-Mar e seus asseclas. Foi esse o Geraldo Lucas que conhecemos e que, aliado aos seus
contemporâneos, repetiremos este depoimento em qualquer instânc=
ia
ou tribunal. <=
o:p> Outro depoimento, transcrito abaixo, que resgata a história e
memória de Geraldão, com o título “Uma
história no RN”, foi narrado por Pedro Cavalcanti, Médi=
co e
Ex-professor do Curso Hipócrates (PC@c1inicapedrocavalcanti.com.br<=
/span>).
Os dois textos forma cedidos pela família para esta
publicação. Conheci o professor de História Geraldo Lucas Evangelista quando
tinha 15 anos de idade. Na ocasião estava matriculado no curso
Hipocrátes com preparação para o vestibular de Medicin=
a 2
anos após. Fiquei impressionado com o professor Geraldão pela=
sua
didática, eloqüência, vozeirão e, sobretudo pelo
detalhismo quando discorria sobre qualquer assunto histórico, desde a
invasão holandesa a capitania do Rio Grande do Norte, até
ascensão e queda do Império Romano. Suas aulas ou
"apresentações" eram tão concorridas que lot=
avam
as salas de aulas, janelas e corredores do cursinho, sem ser pretensioso, s=
ó
comparo suas aulas com as Aulas Espetáculos de Ariano Suassuna.
Geraldão era o próprio espetáculo. Anos após fui convidado pelo Prof. Ca=
nuto
para integrar o corpo docente do curso Hipócrates como Professor de
Química. Foram cinco anos de convivência diária com
Geraldão que muito influenciaram na minha formação pes=
soal
e profissional. Geraldão tem no sobrenome o sentido do apostolado, e
cursou o seminário o que enriqueceu sua formação human=
itária,
a fraternidade, o amor ao próximo, como também sua marca regi=
strada:
O perdão. Seus olhos adquiriam um brilho especial quan=
do
falava sobre sua cidade Macau. Não sossegou enquanto não nos
levou, eu, Valéria e meus filhos, para conhecer Macau, seus logradou=
ros
e falar sobre sua infância feliz. Na oportunidade nos levou para conh=
ecer
a linda praia de Diogo Lopes e celebramos a noite na beira-mar, com uma ser=
esta
ouvindo o cantar lírico de Socorro Evangelista (sua esposa), acompan=
hada
pelo violão do prefeito José Antonio, meu amigo de turma de
Medicina. Geraldão teve o infortúnio de =
viver
seus últimos anos em cadeira de rodas, devido a sérios proble=
mas
nos joelhos, porém resignado, nunca me reclamou nas suas inúm=
eras
visitas ao meu consultório, que freqüentava para inventar
doenças e na realidade podermos conversar, contar histórias,
relembrar fatos, ouvir piadas e no final darmos boas gargalhadas. Certa vez=
o
convidei para participar de um Sarau na casa do Prof. Diógenes da Cu=
nha
Lima, em homenagem as balas de canhão do meu pai, porém esta
é outra história, e Geraldão e Socorro foram às
estrelas da noite, com os comentários e opiniões sobre arte,
poesia, cultura, etc. Foi gratificante vê-lo no programa recente da TV
Universitária, Memória Viva, mostrando o lado cultural e
irreverente deste homem feliz e que fez história no Rio Grande do No=
rte,
como professor e formador de opinião de milhares de cidadãos =
no
nosso Estado. =
Uma
contribuição importante do Prof. Geraldo foi à
definição clara e simples do que é um fortim, um forte=
e
uma fortaleza. Com isto chamou a atenção para os equív=
ocos
dos nossos gestores, dos nossos livros, placas e panfletos e do nosso povo =
que,
em grande maioria, chama ou chamavam na nossa principal
edificação histórica de Forte dos Reis Magos. Pelo seu
tamanho, arquitetura, infra-estrutura e autonomia de suas
acomodações, o correto é ser chamado de Fortaleza dos =
Reis
Magos. Geraldão tinha total desapego a bens
materiais, não valorizava o seu cabedal de conhecimentos, mas em
compensação enriquecia suas amizades com amor, ternura e
celebrações intensas em cada reencontro. Tive dois momentos tristes na convivên=
cia de
38 anos com Geraldão. Primeiro, no final dos anos 70, com a morte da=
sua
mãe. No caminho que fizemos do Curso Hipócrates ao
velório, ele me falou: perdi meu maior patrimônio. No segundo =
momento,
foi dois dias após sua cirurgia cardíaca, na UTI do hospital,
quando numa noite silenciosa e chuvosa, aguardei ele ser despertado pelo
enfermeiro, para administrar remédios, ele abriu os olhos, olhou pra=
mim
e disse: Pedrinho estou morrendo. Você que é meu amigo e
médico, leve-me pra casa. Não consegui respondê-lo, nem
segurar as lágrimas. Sorri sem graça e compreendi que pela sua
sapciência e religiosidade, está se referindo a sua atual casa=
. Valeu, Geraldão. Toda =
vez
que escutar trovões nesta aldeia, tenho certeza que são suas
gargalhadas no céu lembrando histórias e estórias que
tanto nos uniram. A ORAT&Oacu=
te;RIA DA
DESPEDIDA &n=
bsp;  =
; O
meu discurso foi voltado para os estudos históricos e crí=
ticos
acerca da história e dos historiadores, com base na hist&oac=
ute;ria
oral e não apenas nas datas e registros, para compreensão do
momento histórico e do animu=
s do
ato humano que proporciona o fato histórico. &n=
bsp;  =
; A
Escritora e Crítica Literária ELIZABETH MARINHEIRO, ocupante =
da
Cadeira 20 da Academia Paraibana de Letras, em seu discurso de posse no dia=
02
de maio de 1980, escreveu que: O ho=
mem se
eterniza pelo que escreve. A crítica, na sua função
tão reveladora quanto veladora, prolongará a eternidade. E as
agremiações culturais, amparadas num pluralismo crític=
o,
constituir-se-ão em ameaça a inércia que imobiliza,
às estratégias que tiranizam e excluem, como se os destinos
humanos – cumprindo o programa de dominação tão
exagerado hoje – tivessem mesmo de ser traçados no gabinete de=
um
rei..”[14]=
span>. &n=
bsp;  =
; Agrade=
ço
ao Senhor Presidente desta assembléia, aos componentes da mesa, aos
Confrades, familiares e amigos pela paciência diante deste pronunciam=
ento
estatutário, onde o púlpito me permite ao concluir de ter a
certeza do dever cumprido. &n=
bsp;  =
; Muito
obrigado! =
&nb=
sp; =
TEXTOS
PUBLICADOS por RICARDO BEZERRA o COMBATE =
João
Pessoa, 31 de maio a 6 de junho de 1992 Caderno3 -15 &n=
bsp;
Macaíba Quando da vinda do Escritor Adelino Brandão pa=
ra a
Solenidade do Troféu Parahyba tive o prazer de também acom=
panhá-Io
até o Rio Grande do Norte, especificamente para·a Capital
Potiguar. Em Natal o mesmo tomou posse no Instituto Histórico daquele
Estado. Por mais esta estadia na cidade natalense fui convida=
do
pelo Professor e Historiador Geraldo Evangelista para um passeio até=
a
Cidade de Macaíba, fonte de história que ainda não
conhecia. Pegamos a estrada já em princípio de fi=
m de
tarde e logo percebíamos as belezas naturais que encantam o lugar. Na
estrada tivemos por algum trecho o acompanhamento do rio. O rio Potengi rec=
ebe
o rio Jundiaí. Um verdadeiro espetáculo da natureza. Acompanhado de um historiador os fatos não
passavam despercebidos e logo ele nos mostrava, em cima da colina, as
ruínas da casa grande de um antigo Engenho pertencente a Fabrí=
;cio
Gomes Pedrosa, o qual foi demolido por pessoas à procura de tesouros. Jussara, no=
ssa
linda companhia era puro entusiasmo. Às vezes criticamos nossa cidade pelo abandono=
em
que alguns prédios históricos vivem, mas esta é uma
realidade nacional. Infelizmente não despertamos por completo para a
consciência da memória histórica. Espero que o acordar
não seja tarde demais! Outra visita se aproximava. Entramos no caminho que n=
os
dava acesso ao Engenho Solar do Ferreiro Torto, cuja denomina=
ção
ainda há dúvida. No Solar a memória está sendo
recuperada e na Casa Grande estão instalando um Museu, onde
presenciarmos as ruínas da senzala e o riacho, cristalino, pertencen=
te
ao Engenho. O Engenho pertenceu ao Coronel -Duarte Coelho oriundo de
Pernambuco onde houve o último morticínio holandês. Tudo era história, memória, vida. As
pessoas parecem não perceber que hoje tudo temos porque alguém
fez algo no passado, este passado será o mesmo para nós no fu=
turo
e não poderemos reclamar dos nossos sucessores. A caminhada continuava e a Cidade de Macaíba e=
ra
próxima visita. Logo no deparamos com a casa de Auta de Souza, onde =
hoje
funciona uma Escola com seu honrado nome. No jardim, vale salientar, existe=
um
pé de macaíba, entre poucos que marcam o nome. Com o brinde da natureza nos despedimos do roteiro co=
m um
belíssimo por de sol atrás da vegetação
típica do rio Pontengi. A UNIÃO JOÃO PESSOA – Terça-feira, 1=
9 de
março de 1985 Rosilda Cartaxo no Instituto Histórico Em artigo anteriormente publicado no jornal A UNIÃO
referenciei duas personalidades femininas, marcantes na
consolidação da nossa cultura. Tratei primeiro, dos
trabalhos desenvolvidos pela Professora e Presidente da
Fundação Casa de José Américo, Dra. Socorro
Aragão. Hoje, pretendo exaltar a segunda personalidade feminina,
citada no artigo anterior, que é também Professora,
"primária", atualmente Presidente do Instituto
Histórico e Geográfico Paraibano, a já Imortal Rosilda
Cartaxo. &=
nbsp; Tratá-la como profe=
ssora primária e não como
Presidente é devido o seu pedestal dentro da nossa cultura. Por ser =
uma
simples professora primária; não graduada, fez e faz mui=
to
por uma casa que estava condenada a morte. Não por falta de c=
ultura ou seus representantes, mas devido
às condições precárias onde não se podia=
nem
entrar para se fazer alguma consu=
lta.
Desta forma, foi um verdadeiro renascer, a posse da professo=
ra
primária naquela Instituição. Não há
intenção com estas palavras de ofender a nenhum dos anteriores
Presidentes de tão ilustre=
casa cultural.
Apenas quero alerta e informar que não é de bom grado me=
dir
a capacidade de uma pessoa pelo simples fato desta não ter um c=
urso
superior. Que é nada mais, nada menos, que a aquisição=
de
um simples e frágil papel, onde muitos possuem, sem terem a
mínima condição. Rosilda Cartaxo atinge seu
segundo ano de administraç=
ão
na Presidência do IHG P, e revela com isto, e suas obras, a sua
inabalável capacidade, apesar de alguns... não acharem! =
Deportá-la? Por
quê? Sua luta incansável pelo renascer do Instituto, foi
acompanhada por todos os que lhe rodeiam. E se todos lhe dessem as mã=
;os?
Seria mais um obstáculo vencido! Os recalcados paraibanos utilizam-s=
e de
suas conhecidas loucuras, e passa=
m por
razões desconhecidas a criticarem uma falha mínima, onde=
a
culpa não é da liderança, e sim dos liderados. Isto, porque nenhuma Insti<=
span
style=3D'mso-bidi-language:HE'>tuição, seja ela qual for=
, tem
por obrigação ter todos os arquivos do mundo. Ela é fe=
ita
para ter. Se todos os documentos e documentários não lhe
são remetidos, que pode a Instituição fazer? As
bibliotecas são feitas para abrigarem todos os livros; mas
não fazem, porque nem todos os livros lhe são enviados. =
&=
nbsp; A
vacância prematura após a reforma Estatutária de 24 de
Janeiro de 1992 permitiu que JOSÉ RAFAEL DE MENEZES ingressasse nest=
e na
Casa de Irineu Pinto em 29 de abril de 1994.
Parabéns Rosilda! V=
ocê faz hoje a história de
amanhã, na Presidência do Instituto Histórico e Geo­=
;gráfico
Paraibano, como professora primária.
AUNIÃO
JOÃO PESSOA – Sábado – 09 de março=
de
1985
Casa de José Américo
&=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp; &nbs=
p; &=
nbsp;
Ultimamente na Paraí=
;ba
os grandes destaques são as mulheres, pelo seu alto grau de trabalho=
as
funções exercidas. Destaco com muita satisfação,
dois nomes Imortais na Para&iacut=
e;ba
da nova República que serão história no futuro n&atild=
e;o
tão distante. As duas mulheres são: a Professora Maria do Soc=
orro
Aragão (Presidente da Fundação Casa de José Am&=
eacute;rico),
e a Professora primária Rosilda Cartaxo (Presidente do Instituto
Histórico e Geográfico Paraibano). Ambas fazem hoje a
história de amanhã!
Quando assumiu a Presidência da Fundação, declarou certa vez que tornaria, ou era seu desejo,= a Casa de José Américo em um pólo irradiador de cultura, não só para as glebas paraibanas, mas como as de todo o Brasil.
Já se é
possível notar em seus primeiros passos junto à Fundação que estes são
seguros e principalmente decididos. Não se percebe a
insegurança de quem não sabe o que quer.
Durante o ano de 1984, aqu=
ela
casa foi marcada por vários eventos culturais, e, o mais importante =
ou
renovador, foram sem dúvida, os Encontros de Poesia. Estes revela
Para 1985 o ritmo já
começou quente e promete ser bem agitado durante todo o ano.
Vários cursos já possuem programação oficial,
outros já se realizaram; como foi o caso do de Lingüísti=
ca.
Afirmou Socorro Aragão que os Encontros de Poesia retomarão c=
om
toda a força. Espero que os inconformados poetas paraibanos deixem de reclamar das
Instituições e passem a frequentá-las, dando sua
participação de renovação, conquistando, assim,=
aos
poucos, os espaços liter&a=
acute;rios
tão sonhados por qualquer intelectual.
Atual QUADRO ACADÊMICO
Quadro de Sócios Efetivos
|
Cadeir=
a |
Patron=
o |
Associ=
ado |
|
01- |
Osvaldo T= rigueiro do Valle |
|
|
02- |
Diana Soa= res de Galliza |
|
|
03- |
Joaquim O= sterne Carneiro |
|
|
04- |
||
|
05- |
Evandro D= antas da Nóbrega |
|
|
06- |
Aní= ;bal Victor de Lima e Moura |
CADEIRA V= AGA |
|
07- |
||
|
08- |
Marcus Od= ilon Ribeiro Coutinho |
|
|
09- |
||
|
10- |
Regina C&= eacute;lia Gonçalves |
|
|
11- |
Carlos Al= berto Farias Azevedo |
|
|
12- |
CADEIRA V= AGA |
|
|
13- |
Nat&eacut= e;rcia Suassuna Dutra R. Coutinho |
|
|
14- |
Wellingto= n Hermes V. de Aguiar |
|
|
15- |
Luiz de B= arros Guimarães |
|
|
16- |
Reinaldo = de Oliveira Sobrinho |
|
|
17- |
Francisco= Tancredo Torres |
|
|
18- |
Glauce Ma= ria Navarro Burity |
|
|
19- |
Maria Bal= ila Palmeira |
|
|
20- |
José Rodrigues de Carvalho <= /p> |
Martha Ma= ria Falcão C. Santana |
|
21- |
||
|
22- |
Rosa Mari= a Godoy Silveira |
|
|
23- |
Maria de Fátima Gurgel |
|
|
24- |
Joacil de= Britto Pereira |
|
|
25- |
Jos&eacut= e; Octávio de Arruda Mello |
|
|
26- |
Eurivaldo= Caldas Tavares |
|
|
27- |
Francisco= de Sales Gaudêncio |
|
|
28- |
||
|
29- |
Adylla Ro= cha Rabelo |
|
|
30- |
Waldice Mendonça da Silva Porto |
|
|
31- |
Lú= cia de Fátima Guerra Ferreira |
|
|
32- |
Nivalson = Fernandes de Miranda |
|
|
33- |
||
|
34- |
Teresinha= de Jesus R. Pordeus |
|
|
35- |
||
|
36- |
||
|
37- |
Luiz Nune= s Alves |
|
|
38- |
Hé= lio Nóbrega Zenaide |
|
|
39- |
Humberto = Cavalcanti de Mello |
|
|
40- |
Jos&eacut= e; Elias Barbosa Borges |
|
|
41- |
Ascendino= Leite |
|
|
42- |
Otá= ;vio Sitônio Pinto |
|
|
43- |
Adauto Ra= mos |
|
|
44- |
||
|
45- |
Dorgival = Terceiro Neto |
|
|
46- |
Itapuan B= ôtto Targino |
|
|
47- |
Pé= ricles Vitório Serafim |
|
|
48- |
Manuel Ba= tista de Medeiros |
|
|
49- |
Nelson Co= elho da Silva |
|
|
50- |
Intelectuais, Personalidades e
Instituições citadas.
Adauto Ramos
Ângela Bezerra de C= astro
Adyla Rocha Rabelo
Antonio Victoriano Freire=
Ascendino Leite
Alexei Bueno
Arminda Milanez Guimar&at= ilde;es
Ana Izabel de Souza Le&at= ilde;o Andrade
Elizabeth Marinheiro
Fátima Araú= jo
Geraldo Lucas Evangelista=
José Octávi= o de Arruda Melo
Joacil de Britto Pereira<= /p>
Letícia das Merc&e= circ;s Pinto Maia
Maria de Lourdes Lemos Lu= na
Maria do Socorro Arag&ati= lde;o
Pe. Ernando Luiz Teixeira= de Carvalho
Pe. Schimitti
Rosilda Cartaxo
Tarcísio de Mirand= a Burity
Tatiana Belink
Academia Brasileira de Le= tras
Academia Paraibana de Let= ras
Colégio Nossa Senh= ora de Lourdes
Fundação Ca= sa de José Américo
Gabinete Paraibano de Cul=
tura
=

Bandeira Comenda
do Mérito Cultural José Maria de França
[3] Regimento Interno do IHGP em seu in= ciso II do art. 4º, aprovado em 07/05/2005.
[6] Idem 5. (Historiog=
rafia)
[7] Almeida, Jos&eacut=
e;
Américo de, “Walfredo Rodrigues e a Cultura Paraibana”,
1989, pág. 58
[8] Almeida, Jos&eacut=
e;
Américo de, “Walfredo Rodrigues e a Cultura Paraibana”,
1989, pág. 58
[9] Memorial do IHGP, 1905/1995, p&aacu= te;g. 07
[10]
[11]
[12]
[13]