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CADEIRA Nº. 19
PATRONO: JOSÉ LEAL
FUNDADOR:
SINVAL FERNANDES
OCUPANTE:
BALILA PALMEIRA

Maria BALILA PALMEIRA nasceu em Patos, cidade do sertão paraibano, no
dia 13 de março de 1926; filha do casal José da Costa Palmeira e Leontina
Xavier de Melo Palmeira. Balila é viúva.
Estudou no Colégio Cristo Rei, de sua cidade natal, desde o jardim de
infância até o curso secundário. Formou-se em Pedagogia na Universidade Federal
da Paraíba, tendo sido a oradora da turma.
Além do curso de Pedagogia, Balila possui vários outros: Artes
Industriais (curta duração na UFPB); Especialização em Suprimento em elaboração
de material institucional para Educação – Preparação do livro didático; Francês
para estrangeiros, feito na Aliança Francesa, em Paris; Estudo sobre Segurança,
na ADESG/1984, tendo sido coordenadora do trabalho A Mulher na Comunidade. Foi professora de Sociologia da Educação na
Universidade Federal da Paraíba e professora de Língua Espanhola, no SENAC e no
APEE/PB.
Balila Palmeira, mulher dinâmica, corajosa e destemida, está sempre em
permanente atividade, ora participando de encontros, eventos literários, pedagógicos
ou sociais.
Em 2004, Balila fundou a Academia Feminina de Letras e Artes da
Paraíba, da qual é Presidente. Pertence às seguintes entidades: Academia de
Letras e Artes do Nordeste Brasileiro – Núcleo da Paraíba, Academia Paraibana
de Poesia, Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Associação Paraibana
de Imprensa, Academia Feminina de Cultura, União Brasileira de Escritores,
Associação dos Moradores do Bairro de Miramar, Santa Casa de Misericórdia, Cruz
Vermelha/PB, Companheiros das Américas, Fundação Fortaleza Santa Catarina e da
Associação dos Professores de Espanhol do Estado da Paraíba.
Recebeu, como honraria, o Troféu “Bivar Pinto”, o título de Cidadã
Pessoense e a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, conferida
pelo IHGP.
Palestras, conferências e
seminários realizados pela professora Balila Palmeira: Escravidão, Racismo e Abolição, UFPB,
1988; Racismo e preconceito na obra de
José Lins do Rego, Fundação Espaço Cultural, 1944; Vida e obra do escritor Ernani Sátiro, Fundação Ernani Sátiro,
Patos, 1993; Poesia e Literatura
Brasileira, Colégio Pio X, João Pessoa, 1994.
Colaborou na edição de Capítulos
da Paraíba, 1987 e na plaqueta em homenagem a Heráclito Cavalcanti Carneiro
Monteiro, da Academia de Poesia, e na homenagem ao desembargador Orlando
Jansen.
Livros publicados: Devaneios,
1982; Barão do Abiahy – Sua vida, sua
obra, seus descendentes – Biografia Genealógica; Infinito e Poesia, 1987; Misticismo e Cangaço em Pedra Bonita,
(Ensaio sobre José Lins do Rego), 1988; A
Menina e a Boneca, 1991; Destino
Cruel, 1993; Dez Contas e uma
saudade, 1993; Caixa Econômica
Federal - sua história na Paraíba,
em parceria com Messina Palmeira Dias, 1996; Bairro do Miramar, em parceria com Messina Palmeira Dias, 1997; Maria Eudócia de Queiroz Fernandes – Uma
educadora – um exemplo de vida, 1998; Os
Teatros da Paraíba, 1999.
Balila Palmeira ingressou no Instituto Histórico e Geográfico
Paraibano em 10 de abril de 1992.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Arquivo
do IHGP e curriculum vitæ da
associada.
JOSÉ LEAL
PATRONO
JOSÉ LEAL Ramos
nasceu na fazenda Ponta da Serra, São João do Cariri, no dia 16 de julho de
1891. Era filho do casal Antônio Claudino Leal e Inácia Ramos Leal; em 1920
casou-se com Ester Romero Leal, nascendo desse casamento os filhos: Homero,
Péricles, Maria das Dores, Maria da Penha, Achiles e Milcíades. José Leal faleceu
em João Pessoa no dia 25 de outubro de 1976.
Autodidata,
José Leal era considerado o decano da imprensa paraibana por sua atuação frente
aos órgãos de comunicação mais representativos do Estado. Dedicou toda a sua
vida à imprensa; entregava-se à leitura, procurando manter-se sempre atualizado
e bem informado sobre a situação do Estado e do País.
Desde
cedo, ainda adolescente, já editava jornais manuscritos, na sua cidade natal.
Publicou o primeiro trabalho na imprensa da Capital em 1915, uma crítica ao
prefeito de Alagoa Grande, obtendo boa recepção entre os prefeitos da região e,
a partir daí, não lhe faltou mais convites para escrever em jornais. Em 1927,
já era correspondente, em Alagoa Nova, dos jornais A União, de João Pessoa, e A
Noite, do Rio de Janeiro; em 1930, atuou nos jornais O Liberal e o Jornal do Norte,
sob a direção de Café Filho; ainda em Alagoa Nova, fundou o semanário O Momento. Veio para a capital do Estado para integrar a equipe de A União como redator, e logo ascendeu ao
posto de Secretário, substituindo, mais tarde, Samuel Duarte na direção do
órgão, em 1932. Em 1934, passou a dirigir O
Norte, jornal que não resistiu à chegada do Estado Novo. Em João Pessoa,
além de escrever nos jornais A União
e O
Norte, ainda fundou o quinzenário Ilustração e Gazeta do Povo,
este em parceria com o escritor Ascendino Leite, e a Revista Gong, todos com duração efêmera;
colaborava em todos os jornais do Estado, ora como redator, articulista ou
editorialista. Escreveu no Correio da
Manhã, A Imprensa e Tribuna do Povo.
Recebeu
os títulos honoríficos de Cidadão Benemérito de João Pessoa, concedido pela
Câmara Municipal de João Pessoa, e de Cidadão Benemérito da Paraíba, concedido
pela Assembléia Legislativa.
Foi
sócio fundador da Associação Paraibana de Imprensa e do Instituto Paraibano de
Genealogia e Heráldica. Era sócio benemérito do Sindicato dos Condutores de Veículos
Rodoviários da Paraíba; sócio correspondente do Colóquio Cultural Luso-Asiático Goa-Índia); e sócio da Legião
Brasileira de Ex-Combatentes e do Círculo Folclórico Luso-Brasileiro (Rio).
São de
sua autoria: A Imprensa na Paraíba,
1941; Este Pedaço do Nordeste, 1943; O Primeiro Decênio da API: como surgiu e tem
se desenvolvido essa entidade, 1943; Itinerário
da História, da Colonização da Paraíba aos nossos dias, 1945; Reencontro da Vila, 1961; Itinerário da História: Imagem da Paraíba
entre 1518 e 1965, 1965; Família
Costa Ramos, 1968; Acidentes Geográficos da Paraíba, 1970; Assim eram as coisas..., 1970; Vale da Travessia, 1971; Dicionário Bibliográfico Paraibano,
1980. Deixou inédito: Índice corográfico
e administrativo da Paraíba; Ronda da
Província; Noções de Corografia e
História; Imagens Desfeitas.
Ingressou
no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 10 de março de 1946.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Arquivo do IHGP; Curriculum vitæ.
DUARTE, Waldemar. Bibliografia Paraibana, vol. I, Gráfica
do Senado Federal, Brasília, 1994.
LEAL, José. Vale da Travessia, João Pessoa, API, 1972.
Jornal O Norte, ed. histórica, 14/07/91.
SINVAL FERNANDES
FUNDADOR
Sebastião SINVAL FERNANDES nasceu na Fazenda Salgado, município de
Carnaúbas, Rio Grande do Norte, em 18 de maio de 1907; filho do coronel
Francisco Fernandes de Oliveira e D. Maria Evangelina Praxedes de Oliveira.
Faleceu em João Pessoa no dia 12 de julho de 1991. Era casado com D. Diomita
Gonçalves Fernandes, e dessa união nasceram as filhas: Valmira, Evangelina,
Cleide Maria e Violeta.
Estudou no Colégio Diocesano de Cajazeiras e fez o curso de
humanidades no Ateneu Norte-riograndense. Ingressou na Faculdade de Direito do
Recife em 1918, bacharelando-se em 1932, na turma cognominada de “Turma do
Centenário das Diplomações”.
Já formado, transferiu-se para o Estado da Paraíba, iniciando a sua
carreira de magistrado. Foi nomeado Promotor Público da Comarca de Catolé do
Rocha, em 1932, afastando-se do cargo, a pedido, em 1941, para tornar-se Juiz.
Como Juiz atuou nas comarcas de Jatobá, atual São José de Espinharas, Cruz do Espírito Santo, Misericórdia,
Umbuzeiro, Monteiro, Campina Grande e João Pessoa. Em 1962 foi nomeado
desembargador, aposentando-se nesse cargo em 1967. Foi Presidente do Tribunal
Regional Eleitoral de 2 de janeiro a 13 de maio de 1965. Assumiu a Corregedoria
por um ano (1965/1966).
Sinval Fernandes teve uma vida intelectual intensa. Desde jovem, ainda
estudante, já atuava nos jornais como colaborador ou como redator. Era membro
da Diretoria do Grêmio Lítero-esportivo do Ginásio Santa Luzia, de Mossoró. Foi
redator do jornal O Estudante, órgão
da Associação Potiguar de Estudantes e do jornal O Porvir, de Currais Novos (RN). Colaborou no jornal O Norte e no jornal da ASPEP, de João
Pessoa. Foi professor de Francês do Ginásio de Monteiro, em 1954.
O desembargador Sinval Fernandes tinha como passatempo colecionar
recortes de jornais e fotografias, tudo devidamente catalogado, formando um
rico acervo para fins de pesquisa. Todo esse acervo, após a sua morte, foi
doado ao IHGP.
Era sócio do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, do qual
foi Presidente.
Publicou, no jornal O Norte,
vários artigos de interesse histórico: Ministros
do Supremo Tribunal Federal, 1965; Ministros
e Acadêmicos, 1966; Ministros
Paraibanos, 1966; Caxias, A
União, 1967.
Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 10 de
agosto de 1968.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Arquivo
do IHGP. Curriculum vitæ.