INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PARAIBANO/IHGP
Fundado em 7 de setembro de 1905
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CADEIRA Nº. 19

PATRONO: JOSÉ LEAL

FUNDADOR: SINVAL FERNANDES

OCUPANTE: BALILA PALMEIRA

 

Balila Palmeira

BALILA PALMEIRA
Atual ocupante

 

Maria BALILA PALMEIRA nasceu em Patos, cidade do sertão paraibano, no dia 13 de março de 1926; filha do casal José da Costa Palmeira e Leontina Xavier de Melo Palmeira. Balila é viúva.

Estudou no Colégio Cristo Rei, de sua cidade natal, desde o jardim de infância até o curso secundário. Formou-se em Pedagogia na Universidade Federal da Paraíba, tendo sido a oradora da turma.

Além do curso de Pedagogia, Balila possui vários outros: Artes Industriais (curta duração na UFPB); Especialização em Suprimento em elaboração de material institucional para Educação – Preparação do livro didático; Francês para estrangeiros, feito na Aliança Francesa, em Paris; Estudo sobre Segurança, na ADESG/1984, tendo sido coordenadora do trabalho A Mulher na Comunidade. Foi professora de Sociologia da Educação na Universidade Federal da Paraíba e professora de Língua Espanhola, no SENAC e no APEE/PB.

Balila Palmeira, mulher dinâmica, corajosa e destemida, está sempre em permanente atividade, ora participando de encontros, eventos literários, pedagógicos ou sociais.

Em 2004, Balila fundou a Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba, da qual é Presidente. Pertence às seguintes entidades: Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro – Núcleo da Paraíba, Academia Paraibana de Poesia, Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Associação Paraibana de Imprensa, Academia Feminina de Cultura, União Brasileira de Escritores, Associação dos Moradores do Bairro de Miramar, Santa Casa de Misericórdia, Cruz Vermelha/PB, Companheiros das Américas, Fundação Fortaleza Santa Catarina e da Associação dos Professores de Espanhol do Estado da Paraíba. rios realizados no Brasil e no exterior, entre os quais destacamos o Congresso de Franc

Recebeu, como honraria, o Troféu “Bivar Pinto”, o título de Cidadã Pessoense e a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, conferida pelo IHGP.

Palestras, conferências e seminários realizados pela professora Balila Palmeira: Escravidão, Racismo e Abolição, UFPB, 1988; Racismo e preconceito na obra de José Lins do Rego, Fundação Espaço Cultural, 1944; Vida e obra do escritor Ernani Sátiro, Fundação Ernani Sátiro, Patos, 1993; Poesia e Literatura Brasileira, Colégio Pio X, João Pessoa, 1994.

Colaborou na edição de Capítulos da Paraíba, 1987 e na plaqueta em homenagem a Heráclito Cavalcanti Carneiro Monteiro, da Academia de Poesia, e na homenagem ao desembargador Orlando Jansen.

Livros publicados: Devaneios, 1982; Barão do Abiahy – Sua vida, sua obra, seus descendentes – Biografia Genealógica; Infinito e Poesia, 1987; Misticismo e Cangaço em Pedra Bonita, (Ensaio sobre José Lins do Rego), 1988; A Menina e a Boneca, 1991; Destino Cruel, 1993; Dez Contas e uma saudade, 1993; Caixa Econômica Federal - sua história na Paraíba, em parceria com Messina Palmeira Dias, 1996; Bairro do Miramar, em parceria com Messina Palmeira Dias, 1997; Maria Eudócia de Queiroz Fernandes – Uma educadora – um exemplo de vida, 1998; Os Teatros da Paraíba, 1999.

Balila Palmeira ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 10 de abril de 1992.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Arquivo do IHGP e curriculum vitæ da associada.

 

 

JOSÉ LEAL

PATRONO

 

JOSÉ LEAL Ramos nasceu na fazenda Ponta da Serra, São João do Cariri, no dia 16 de julho de 1891. Era filho do casal Antônio Claudino Leal e Inácia Ramos Leal; em 1920 casou-se com Ester Romero Leal, nascendo desse casamento os filhos: Homero, Péricles, Maria das Dores, Maria da Penha, Achiles e Milcíades. José Leal faleceu em João Pessoa no dia 25 de outubro de 1976.

Autodidata, José Leal era considerado o decano da imprensa paraibana por sua atuação frente aos órgãos de comunicação mais representativos do Estado. Dedicou toda a sua vida à imprensa; entregava-se à leitura, procurando manter-se sempre atualizado e bem informado sobre a situação do Estado e do País.

Desde cedo, ainda adolescente, já editava jornais manuscritos, na sua cidade natal. Publicou o primeiro trabalho na imprensa da Capital em 1915, uma crítica ao prefeito de Alagoa Grande, obtendo boa recepção entre os prefeitos da região e, a partir daí, não lhe faltou mais convites para escrever em jornais. Em 1927, já era correspondente, em Alagoa Nova, dos jornais A União, de João Pessoa, e A Noite, do Rio de Janeiro; em 1930, atuou nos jornais O Liberal e o Jornal do Norte, sob a direção de Café Filho; ainda em Alagoa Nova, fundou o semanário O Momento. Veio para a capital do Estado para integrar a equipe de A União como redator, e logo ascendeu ao posto de Secretário, substituindo, mais tarde, Samuel Duarte na direção do órgão, em 1932. Em 1934, passou a dirigir O Norte, jornal que não resistiu à chegada do Estado Novo. Em João Pessoa, além de escrever nos jornais A União e O Norte, ainda fundou o quinzenário Ilustração e Gazeta do Povo, este em parceria com o escritor Ascendino Leite, e a Revista Gong, todos com duração efêmera; colaborava em todos os jornais do Estado, ora como redator, articulista ou editorialista. Escreveu no Correio da Manhã, A Imprensa e Tribuna do Povo.

Recebeu os títulos honoríficos de Cidadão Benemérito de João Pessoa, concedido pela Câmara Municipal de João Pessoa, e de Cidadão Benemérito da Paraíba, concedido pela Assembléia Legislativa.

Foi sócio fundador da Associação Paraibana de Imprensa e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica. Era sócio benemérito do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários da Paraíba; sócio correspondente do Colóquio Cultural Luso-Asiático Goa-Índia); e sócio da Legião Brasileira de Ex-Combatentes e do Círculo Folclórico Luso-Brasileiro (Rio).

São de sua autoria: A Imprensa na Paraíba, 1941; Este Pedaço do Nordeste, 1943; O Primeiro Decênio da API: como surgiu e tem se desenvolvido essa entidade, 1943; Itinerário da História, da Colonização da Paraíba aos nossos dias, 1945; Reencontro da Vila, 1961; Itinerário da História: Imagem da Paraíba entre 1518 e 1965, 1965; Família Costa Ramos, 1968; Acidentes Geográficos da Paraíba, 1970; Assim eram as coisas..., 1970; Vale da Travessia, 1971; Dicionário Bibliográfico Paraibano, 1980. Deixou inédito: Índice corográfico e administrativo da Paraíba; Ronda da Província; Noções de Corografia e História; Imagens Desfeitas.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 10 de março de 1946.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Arquivo do IHGP; Curriculum vitæ.

DUARTE, Waldemar. Bibliografia Paraibana, vol. I, Gráfica do Senado Federal, Brasília, 1994.

LEAL, José. Vale da Travessia, João Pessoa, API, 1972.

Jornal O Norte, ed. histórica, 14/07/91.

 


SINVAL FERNANDES

FUNDADOR

 

Sebastião SINVAL FERNANDES nasceu na Fazenda Salgado, município de Carnaúbas, Rio Grande do Norte, em 18 de maio de 1907; filho do coronel Francisco Fernandes de Oliveira e D. Maria Evangelina Praxedes de Oliveira. Faleceu em João Pessoa no dia 12 de julho de 1991. Era casado com D. Diomita Gonçalves Fernandes, e dessa união nasceram as filhas: Valmira, Evangelina, Cleide Maria e Violeta.

Estudou no Colégio Diocesano de Cajazeiras e fez o curso de humanidades no Ateneu Norte-riograndense. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife em 1918, bacharelando-se em 1932, na turma cognominada de “Turma do Centenário das Diplomações”.

Já formado, transferiu-se para o Estado da Paraíba, iniciando a sua carreira de magistrado. Foi nomeado Promotor Público da Comarca de Catolé do Rocha, em 1932, afastando-se do cargo, a pedido, em 1941, para tornar-se Juiz. Como Juiz atuou nas comarcas de Jatobá, atual São José de Espinharas, Cruz do Espírito Santo, Misericórdia, Umbuzeiro, Monteiro, Campina Grande e João Pessoa. Em 1962 foi nomeado desembargador, aposentando-se nesse cargo em 1967. Foi Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de 2 de janeiro a 13 de maio de 1965. Assumiu a Corregedoria por um ano (1965/1966).

Sinval Fernandes teve uma vida intelectual intensa. Desde jovem, ainda estudante, já atuava nos jornais como colaborador ou como redator. Era membro da Diretoria do Grêmio Lítero-esportivo do Ginásio Santa Luzia, de Mossoró. Foi redator do jornal O Estudante, órgão da Associação Potiguar de Estudantes e do jornal O Porvir, de Currais Novos (RN). Colaborou no jornal O Norte e no jornal da ASPEP, de João Pessoa. Foi professor de Francês do Ginásio de Monteiro, em 1954.

O desembargador Sinval Fernandes tinha como passatempo colecionar recortes de jornais e fotografias, tudo devidamente catalogado, formando um rico acervo para fins de pesquisa. Todo esse acervo, após a sua morte, foi doado ao IHGP.

Era sócio do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, do qual foi Presidente.

Publicou, no jornal O Norte, vários artigos de interesse histórico: Ministros do Supremo Tribunal Federal, 1965; Ministros e Acadêmicos, 1966; Ministros Paraibanos, 1966; Caxias, A União, 1967.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 10 de agosto de 1968.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Arquivo do IHGP. Curriculum vitæ.